Casos de sucesso

Redes Sociais como estratégia corporativa

Palestra realizada por executivos da Google e Microsoft, durante a Ciab Febraban 2009, demonstrou como as redes de relacionamento estão sendo incorporadas pelas empresas atualmente e como essa tendência pode ser mais um benefício para as estratégias de negócios.

O que pensar sobre Orkut, MySpace, Facebook e Twitter como uma ferramenta corporativa e que possa ser utilizada como estratégia de ações de mercado? Esse foi o assunto levantado no congresso da Ciab Febraban 2009, “Redes Sociais e Inovação Colaborativa”. O debate teve a participação dos executivos Alex Dias (Google) e Rene de Paula Jr. (Microsoft).

Durante o debate, os palestrantes defenderam a nova tendência de transformação em que as empresas estão focando seus anúncios e serviços de interação, com a meta de otimizar os negócios com os sites de relacionamento. Para os executivos, as comunicações estão em uma fase de migração para as redes sociais, de modo que possam atingir uma camada maior de pessoas e tornar a interação com seus clientes de forma personalizada. “Usar a mídia social leva as corporações a um engajamento de otimização dos negócios”, afirma Rene de Paula.

Também foi apontado que a atual vida virtual está numa fase de transformação mútua entre empresa e pessoa física. Os palestrantes mostraram que, hoje em dia, as corporações estão utilizando em grande escala os sites de relacionamentos para estratégias de mercado, assim como as pessoas comuns acessam cada vez mais as soluções corporativas para os relacionamentos virtuais.

Um exemplo dessa transformação de adequação às redes sociais como mídia de negócios, apresentado por Alex Dias, é o que acontece com o YouTube. O palestrante apresentou um vídeo em que mostra como esse site deixou de ser um simples canal de entretenimento e se transformou numa grande ferramenta de publicidade das corporações e de qualquer segmento, como é o caso das empresas automobilísticas que agora lançam seus novos veículos nessa rede social de vídeos.

Porém, houve uma discordância entre os dois executivos quanto ao que pode ser considerado um influência decisiva na hora de, uma empresa ou indivíduo, escolher um outro relacionamento virtual. Paula Jr. defende que a aderência por um novo modelo de solução está relacionado à cultura de cada país e aos valores sociais que cada indivíduo possui. Em contra partida, Dias manifestou que o desenvolvimento tecnológico é o principal estímulo para as pessoas trocarem de serviços.

Comunicação colaborativa

Além da infiltração crescente das corporações nas redes sociais, outra tendência abordada entre os palestrantes foi o aumento do uso da comunicação colaborativa entre profissionais e usuários. “A colaboração e troca de experiências para o setor, como acontece entre os usuários comuns no dia-a-dia da internet, pode-se considerar um sistema mútuo de apoio ao desenvolvimento e relação com clientes”, defende Alex Dias.

Apesar da boa visibilidade que essa ferramenta possa oferecer às TIC, houve um alerta de que a comunicação colaborativa só será positiva se for planejada com um eixo central. O motivo do atenção é porque muitas ideias e criações de aplicativos podem ocasionar desperdícios de tempo e de informações nas empresas.

Integração

Desenvolver uma rede social e que garanta integração a outros aplicativos é o principal lema dos palestrantes. Mas, segundo eles, esse “lego” pode ser tanto construtivo quanto destrutivo. A preocupação do representante da Microsoft é como as pessoas possam utilizar o OpenSource de forma dinâmica e criativa. “Muitos profissionais querem incluir todos os aplicativos existentes em suas soluções. Infelizmente, na maioria das vezes, essas escolhas servem apenas para ocupar espaço e os aplicativos se toram remotos”, explica.

Houve um questionamento aos palestrantes se existia uma ferrmenta de gerenciamento nas redes, que poderia previnir as publicações indevidas. Rene de Paula alegou dificultade em lidar com essa situação, já que a socedade não é homogênica, além de ser constituida por inúmeras pessoas e com caráter distintos. A sua proposta de solução foi a utilização parecida com o método de comunidades, como o Orkut, onde os próprios usuários gerenciam as informações e retiram do ar aquelas que prejudicam a integridade dos participantes. “A própria sociedade sabe se policiar e de forma mais adequada”, diz.

Enfim, a palestra teve uma preocupação maior de mostrar às pessoas como funcionam as redes sociais. Os dois executivos utilizaram amostragem com teor menos mercadológico, com resultados e análises técnicas, e buscaram convencer os profissionais em TI de como as redes sociais se tornaram grandes mídias publicitárias, informativas e interativas, com a garantia de confiabilidade e atendimento personalizado aos seus, com investimentos bem reduzidos.

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