Se o futuro é realmente o universo de tudo por IP, novas formas de gerir esta infraestrutura e diminuir custos com a operação devem despontar nos próximos anos. Nesse contexto, uma solução da Cisco já aparece no mercado brasileiro e o foco é gerenciar o consumo de energia elétrica dos equipamentos interligados à rede IP e reduzi-lo em até 20%.
A proposta do EnergyWise, da Cisco, é reduzir custos de energia em uma rede com diversos equipamentos funcionando, como, no mínimo, uma impressora, um servidor e um desktop. Tudo por um gerenciamento feito a partir de um software integrado aos LAN switches. Para tanto, a empresa está lançando, simultaneamente em todas as suas operações no mundo, a solução aplicada à série de switches da linha Calysto.
“O lançamento é mundial e a equipe de engenharia da Cisco no Brasil já está preparada para atender chamados de clientes brasileiros que venham a comprar novos Calystos ou que já os tenha instalados em suas LANs e desejem a nova ferramenta”, diz Marcelo Ehalt, diretor de engenharia da Cisco.
Ele explica que os já clientes podem solicitar a ferramenta sem custo adicional e os novos já a terão instalada no equipamento.
A tecnologia, de acordo com a empresa, mede, relata e reduz o consumo de energia de dispositivos IP (Internet Protocol) como telefones, laptops e access points. O mesmo conceito EnergyWise, segundo Ehalt, pode ser aplicado para o gerenciamento de consumo de energia para sistemas inteiros de construção, como luzes, elevadores, ar-condicionado e aquecimento.
“A proposta do EnergyWise é fazer com que a rede tenha mais inteligência. A redução de custos de energia estimada, de 15% a 20% com os equipamentos gerenciados, também pode ajudar os usuários a tornarem as operações de suas empresas mais sustentável”, diz o especialista.
“Como o futuro é que a rede IP não seja só um mero meio de tráfego de voz e dados, e sim o meio de passagem de todos os devices de um ambiente, tais como ar condicionado e eletrodomésticos, exigindo a formação de uma rede na qual o switch será o coração de todo o processo, a ferramenta incorporada ao Calysto é o primeiro passo para um ambiente sustentável das redes futuras”, finaliza Ehalt.

