O especialista em colaboração da Cisco, Cristian Bustamante, defende que os resultados do conceito são customizados e dependem das métricas definidas pela organização.
Falando ao público do Business Over IP 2010 (BoIP), Bustamante afirmou que um projeto de colaboração envolve uma série de tecnologias e soluções relacionadas a atender a uma necessidade específica de uma área ou da empresa como um todo.
Para ele, as métricas da colaboração independem da ferramenta aplicada e estão mais atreladas aos objetivos que área usuária busca atingir.
“Os casos de sucesso são customizados. Só são sucesso porque envolveram métricas e sponsors. Colaboração é mais do que ferramental, depende muito do processo e da cultura da empresa”, afirmou.
Bustamente descreveu que o conceito colaboração envolve diferentes atividades – encontrar pessoas, identificar recursos, compor grupos que colaborem internamente e externamente, e construir repositórios que possam ser reutilizados.
“O bom de projetos de colaboração está relacionado a redução de custo, eficiência operacional, aumento da produtividade – crescimento e inovação”, disse ele.
O especialista da Cisco apresentou a aplicação de diferentes recursos tecnológicos, para comprovar que a colaboração não advém de um produto ou solução mas da composição de um projeto.
Ele citou como exemplo o caso de sucesso da Coca-Cola. Os seus centros de distribuição da fabricante, segundo ele, apresentavam um índice de deficiência na entrega dos pedidos acima da média esperada.
“Isso fez com que levassem adiante uma iniciativa de integração do sistema de warehouse, baseado na plataforma SAP, com o ambiente de comunicação, de forma que quando o funcionário fosse pegar a carga, automaticamente, através da comunicação, já fazia a confirmação se ela era realmente relacionada ao pedido que tinha em mãos”, relatou.
Com o projeto, Bustamante contou que a Coca-Cola aumentou em 10% a produtividade e em 99,8% a assertividade na entrega do produto.
Outro exemplo foi de um banco de varejo, cujo nome foi mantido em sigilo, que pretendia aproximar seus especialistas de negócios aos clientes finais. “Tudo foi virtualizado. Hoje um especialista não faz apenas o atendimento a 5 ou 10 clientes por dia ou tem as suas visitas limitadas a um pequeno número de clientes, mas passou a fazer atendimento por videoconferência. Assim maximizou a venda, aumentou a confiança do clientes e reduziu em 20% as viagens”, garantiu.
Bustamante também usou a própria Cisco como exemplo de aumento de eficiência a partir do uso de recursos que promovem a colaboração. Ele contou que um dos processos críticos da empresa, a aprovação de descontos, passava por diferentes níveis hierárquicos, em um processo que demorava de cinco a oito dias, porque precisava encontrar o responsável pela aprovação. “Integrando algumas funcionalidades e soluções, como é o caso de single number reach, a pessoa hoje recebe o contato-chamada no telefone celular, desktop ou telefone virtual; e há a integração da aplicação em smartphone e em voice mail. Isso reduziu o processo para dois ou três dias. Houve incremento da produtividade e a entrada mais rápida de receita”, relatou o especialista, ao acrescentar que a solução também aumentou o nível de satisfação dos parceiros de negócios da Cisco, contribuindo para um incremento da receita.

