Estudo traça recomendações para a utilização da banda larga móvel, os desafios e dicas aos legisladores sobre as melhores padronizações de implementação.
A 3G Americas, uma associação da indústria sem fio representando a família GSM de tecnologias, inclusive a HSPA e a LTE, anunciou a divulgação de recomendações chaves para a utilização de bandas de espectro não padronizadas em um relatório, “Abordagens de Tecnologia 3GPP para Maximizar Alocação de Espectro Fragmentado”.
O relatório analisa os desafios emergentes para partes interessadas em espectro, que inclui como permitir uso mais abrangente de espectro por operadoras com o uso de várias tecnologias de banda larga e alocações de espectro atuais. De acordo com o relatório, os desafios são ainda mais importantes em bandas de espectro “fragmentadas” (fora de bandas padronizadas a nível global ou regional), como a banda AWS II nos EUA, e no potencial de alocações específicas de cada país da banda de 2,6 GHz IMT e o espectro do “Dividendo Digital” fora dos EUA.
“Os legisladores desempenham um papel importante para obter espectro adicional e levar o espectro ao mercado para servir a sociedade e atender a demanda crescente de consumidores,” disse Chris Pearson, Presidente da 3G Americas. “Os smartphones e terminais móveis para a Internet estão saindo dos manchetes e das lojas para as mãos dos clientes que estão rapidamente explorando uma grande linha de serviços e aplicativos produtivos para educação, saúde e segurança.”
Várias análises mostram a importância da padronização de espectro para a banda larga móvel emergente. Entre os impactos mais graves da fragmentação do espectro são o custo e o desempenho de terminais móveis. Os limites no tamanho do dispositivo e custo de componentes limitam o número de bandas e tecnologias que os terminais sem fio conseguem incorporar. Por isso, suporte para a alocação fragmentada de espectro é frequentmenete fragmentado, favorecendo marcas comuns regionais e globais que aproveitam de economias de escala e a capacidade de roaming internacional.
No estudo, a 3G Americas destaca o aspecto crítico da padronização de espectro. Também há resistência do trabalho de agências de padronização e membros da indústria no desenvolvimento de técnicas para usar bandas fragmentadas e promover a co-existência de provedores de serviços. Além disso, o Third Generation Partnership Project (3GPP) continua desenvolvendo abordagens técnicas, inclusive várias técnicas de agregação de portadores (permitindo o emparelhamento assimétrico de canais de rádio) para superar os atuais e futuros desafios de fragmentação de espectro.
O relatório também analisa os passos internacionais de legisladores para maximizar o uso de espectro por várias partes. No estudo há um resumo das considerações mais importantes para legisladores, que poderão ser utilizados em conjunto com as abordagens técnicas.
As conclusões do relatório incluem: o espectro deve ser padronizado e coordenado o máximo possível;qualquer espectro novo deve facilitar acesso de novas tecnologias de qualquer espécie; proteções apropriadas devem ser estabelecidas para provedores de serviço atuais e/ou contíguos protegendo contra interferência; a política de espectro deve promover o uso eficiente de espectro, até onde for possível; e as regras para a alocação, leilão e implementação de espectro deve ser previsível e transparente, antes de qualquer leilão.
O relatório Abordagens de Tecnologia 3GPP para Maximizar Alocação de Espectro Fragmentado foi escrito pelos membros da 3G Americas, e pode ser adquirido gratuitamente no site da 3G Americas no endereço www.3gamericas.org.

