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Relatório aponta que 82% dos SOCs estão vulneráveis

Levantamento da HPE identifica baixo nível de maturidade em centros de operações de segurança. Empresas estão apostando na tecnologia, ao invés de montar estratégia equilibrada.

CibersegurançaDe acordo com levantamento da Hewlett Packard Enterprise (HPE), 82% dos centros de operações de segurança (SOCs) estão fora do padrão recomendado, com falta de recursos qualificados, além de implementação e documentação dos processos mais eficazes. Este é o quarto relatório anual State of Security Operations, que fornece uma análise profunda da eficácia dos SOCs das organizações, sendo realizado com cerca de 140 centros.

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O estudo toma como base o modelo de maturidade de operações de segurança (SOMM) da HPE, que avalia pessoas, processos, tecnologia e recursos de negócios que compõem um centro de operações de segurança. Mesmo com um índice tão alto de reprovação, a nova edição mostra uma melhora de 3% em relação ao ano anterior.

Matthew Shriner, vice-presidente de serviços profissionais de segurança da HPE, lembra que há uma maior pressão sobre as empresas para inovar rapidamente e alinhar iniciativas de segurança com metas de negócios. “Um SOC fornece a base para a maneira como as empresas protegem seus ativos mais confidenciais e detectam e respondem a ameaças”, explica. “No entanto, o relatório mostra que a maioria fica abaixo dos níveis de maturidade recomendados, deixando as organizações vulneráveis no caso de um ataque.”

Shriner reconhece que as empresas estão investindo pesado em recursos de segurança, mas de forma errada. “Elas com frequência buscam novos processos e tecnologia, ao invés de uma visão geral do tema. Isso as deixa vulneráveis à sofisticação e velocidade dos hackers de hoje”, afirma.

A fórmula ideal de um bem-sucedido SOC é adotar uma abordagem equilibrada de cibersegurança, incorporando processos, pessoas e tecnologias certas, explica o executivo. “Também é preciso utilizar corretamente a automação, as análises e o monitoramento em tempo real, bem como de modelos de formação de equipes híbridos para desenvolver um programa de ciberdefesa maduro e que pode ser repetido”, encerra.

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