Segurança

Relatório da Genetec confirma avanço da IA e da nuvem híbrida na segurança física

Dados apurados pela Genetec mostram que a segurança física deixou de atuar como camada de proteção para assumir um papel estratégico nas organizações. O Relatório Global Estado da Segurança Física 2026, divulgado pela companhia, revela que tecnologias como inteligência artificial, plataformas unificadas e nuvem híbrida deixaram o campo da experimentação e passaram a integrar o núcleo das decisões de negócio.

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Baseado em respostas de 7.368 profissionais de segurança física em seis regiões do mundo, o estudo mostra que a área evoluiu para uma função transversal, com impacto direto na eficiência operacional, na gestão de riscos e na colaboração entre segurança, TI e áreas executivas. A mudança reforça a leitura que a Genetec já havia compartilhado anteriormente com o IPNews: a segurança física passou a ser tratada como infraestrutura crítica de dados e inteligência.

Segundo o relatório, essa transformação está diretamente ligada à modernização dos ambientes tecnológicos. Mais de 70% das organizações já utilizam sistemas unificados ou integrados, e 60% afirmam que a principal razão para substituir tecnologias legadas é a necessidade de incorporar novos recursos e ampliar capacidades analíticas. A segurança física, nesse contexto, passa a gerar insights operacionais e apoiar decisões estratégicas, indo além do monitoramento tradicional.

“Ao se integrar de forma mais profunda ao ecossistema corporativo, a segurança deixa de ser reativa e passa a habilitar resultados de negócios”, afirma Christian Morin, vice-presidente de engenharia de produto da Genetec. Segundo ele, a colaboração entre departamentos e o uso inteligente de dados são elementos centrais dessa nova fase.

IA ganha protagonismo, mas exige confiança e transparência

O relatório também confirma outra previsão já destacada pela Genetec: o avanço acelerado da inteligência artificial na segurança física. Pela primeira vez, a IA aparece ao lado de controle de acesso e videomonitoramento como uma das principais prioridades de projetos para 2026. O interesse em adotar a tecnologia mais que dobrou entre os usuários finais em relação ao levantamento anterior.

Na prática, as organizações buscam IA para otimizar a gestão de alarmes, acelerar investigações e reduzir ruídos operacionais em ambientes complexos. No entanto, o estudo aponta que esse avanço vem acompanhado de cautela. Sete em cada dez entrevistados demonstram preocupação com a forma como os sistemas de IA são projetados, especialmente no que diz respeito ao uso de dados e à compreensão de como os algoritmos tomam decisões, reforçando a demanda por soluções explicáveis e responsáveis.

Modelo híbrido se consolida como padrão

A pesquisa também confirma a consolidação da nuvem híbrida como arquitetura preferencial para a segurança física — outro ponto antecipado pela Genetec em suas análises anteriores. Os entrevistados destacam benefícios como atualizações automáticas, maior agilidade na implantação e simplificação da manutenção, ao mesmo tempo em que defendem a liberdade de manter determinadas cargas de trabalho localmente.

Esse equilíbrio entre ambientes in loco, na nuvem ou híbridos passa a ser visto como fundamental para sustentar estratégias de longo prazo, especialmente em organizações que lidam com requisitos regulatórios, soberania de dados e operações distribuídas.

Confiança no fornecedor ganha peso estratégico

Outro dado relevante do relatório mostra que a estabilidade do fornecedor se tornou um critério decisivo na escolha de soluções de segurança física. Para 73% dos usuários finais, a viabilidade de longo prazo do fabricante é mais importante do que preço ou desempenho isolado, indicando uma preferência clara por parceiros capazes de sustentar ciclos contínuos de modernização.

Ao validar, com dados concretos, tendências que antes apareciam como previsões, o Relatório Global Estado da Segurança Física 2026 reforça que a segurança física entrou definitivamente na agenda estratégica das empresas. IA, nuvem híbrida e integração com TI não são mais apostas futuras — são pilares operacionais do presente.

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