De acordo com a edição semestral do Relatório de Ameaças Cibernéticas da SonicWall 2019, o volume global de malware caiu 20% no período. Apesar disso, os analistas do SonicWall Capture Labs descobriram um aumento de 15% nos ataques de ransomware em todo o mundo. Segundo eles, há uma nova preferência dos criminosos por ransomware-as-a-service (RaaS) e exploit kits de malware de código aberto.
Brasil lidera ranking de empresas que mais sofreram incidentes de segurança na nuvem
O levantamento é baseado em dados coletados de mais de 1 milhão de sensores de segurança operando em mais de 200 países. Dessa forma, a SonicWall também observou um aumento de 55% em ataques de Internet das Coisas (IoT), um número que supera os dois primeiros trimestres de 2018.
Segundo o relatório, dispositivos de IoT têm sido cada vez mais aproveitados pelos cibercriminosos para distribuir payloads (código malicioso com forte capacidade de destruição) de malware. Para aumentar a eficácia do ataque, os criminosos estão separando o payload do vetor de infecção. Com isso, evita-se a detecção e facilita-se a disseminação do malware.
Também foi verificado que o volume de cryptojacking (mineiração maliciosa de criptomoedas) atingiu 52,7 milhões nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 9% em relação aos últimos seis meses de 2018. Esse aumento pode ser parcialmente atribuído à alta dos preços do Bitcoin e da Monero.
Outro ponto mostra que PDFs tradicionais e arquivos do Office continuam sendo aproveitados para entregar payloads – isso é feito por meio da exploração da confiança e da inexperiência dos usuários. Em fevereiro e março de 2019, os pesquisadores do SonicWall Capture Labs descobriram que 51% e 47% dos ataques “nunca vistos” vieram por meio de PDFs ou arquivos do Office, respectivamente.

