A Sophos, fornecedora de soluções de cibersegurança, publicou seu Relatório de Ameaças 2021, que mostra como o ransomware e outros comportamentos de invasores, do nível avançado ao básico, moldarão o cenário de ameaças e a segurança de TI em 2021. Escrito por pesquisadores de segurança da SophosLabs, o estudo mostra três principais tendências: sofisticação do ransomware e entrada de mais invasores com técnicas mais simples desse tipo de ataque; ameaças cotidianas para ataques maiores depois; e abuso de ferramentas legítimas.
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Enquanto as famílias de ransomware de grande porte continuarão a refinar e mudar suas táticas, para se tornarem mais evasivas e sofisticadas para atacar empresas grandes, a Sophos antecipa um aumento no número de invasores de nível de entrada, do tipo aprendiz, que procuram ransomware de aluguel na deep web, como o Dharma, que lhes permite atingir grandes volumes de vítimas menores.
Outra tendência do ransomware é a “extorsão secundária”. Nela, junto com a criptografia de dados, os invasores roubam e ameaçam publicar informações sigilosas ou confidenciais, caso suas exigências não sejam atendidas. Em 2020, a Sophos relatou sobre Maze, RagnarLocker, Netwalker, REvil e outros tipos de ransomware que usavam essa abordagem.
Também é preciso ficar de olho em ameaças cotidianas, que podem parecer menos agressivas, mas são projetadas para garantir uma posição segura do cibercriminoso em um alvo, reunir dados essenciais e compartilhá-los com uma rede de comando e controle que fornecerá outras instruções.
Se os operadores humanos estiverem por trás desses tipos de ameaças, eles revisarão cada máquina comprometida para sua localização e outros sinais de alto valor e, em seguida, venderão o acesso aos alvos mais lucrativos para quem der o lance mais alto, como uma grande operação de ransomware. Por exemplo, em 2020, Ryuk usou o Buer Loader para entregar seu ransomware.
Por fim, o abuso de ferramentas legítimas permite que os cibercriminosos fiquem escondidos enquanto se movem pela rede até que estejam prontos para lançar a parte principal de um ataque. Para invasores patrocinados por governos, há o benefício adicional de que o uso de ferramentas comuns torna a atribuição mais difícil. Em 2020, a Sophos relatou sobre a ampla gama de ferramentas de ataque padrão usadas por invasores.
Essa técnica foi destaque em análise da Sophos e desafia as abordagens de segurança tradicionais porque o aparecimento de ferramentas conhecidas não dispara um alerta vermelho automaticamente. Por isso, a empresa defende que busca por ameaças sejam lideradas por humanos e respostas gerenciadas.
Outras tendências analisadas no Relatório de Ameaças Sophos 2021 são:
- Ataques a servidores — os invasores têm como alvo os servidores que executam tanto Windows quanto Linux e alavancam essas plataformas para atacar organizações internamente;
- O impacto da pandemia do COVID-19 na segurança de TI, como por exemplo os desafios de trabalhar em casa usando redes pessoais protegidas por níveis amplamente variados de segurança;
- A computação em nuvem suportou com sucesso o peso de muitas das necessidades corporativas de ambientes seguros, mas enfrenta desafios diferentes daqueles de uma rede corporativa tradicional;
- Serviços comuns como redes privadas virtuais (VPN) e também os servidores de acesso remoto ao computador (RDP), continuam a ser o foco de ataques. Os invasores também usam RDP para se mover dentro de redes violadas;
- Aplicativos de software tradicionalmente sinalizados como “potencialmente indesejados” porque entregavam uma infinidade de anúncios, mas engajados em táticas que são cada vez mais indistinguíveis de malware;
- O surpreendente reaparecimento de um bug antigo, o VelvetSweatshop – um recurso de senha padrão para versões anteriores do Microsoft Excel – usado para ocultar macros ou outro conteúdo malicioso em documentos e evitar a detecção avançada de ameaças;
- A necessidade de aplicar abordagens da epidemiologia para quantificar ameaças cibernéticas invisíveis, não detectadas e desconhecidas, a fim de melhor preencher as lacunas na detecção, avaliar riscos e definir prioridades.
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