Análise Setorial

RFID é aposta para o futuro do varejo

Henry Fuckner, da Bematech

Henry Fuckner, da Bematech

Entre as muitas soluções para o varejo apresentadas da NRF, o RFID (Identificação por Radiofrequência) é a grande aposta de tendência para o setor.

Para Henry Fuckner, diretor de Negócios Corporativos da Bematech, empresa multinacional brasileira de automação comercial que participou da NFR (National Retail Federation) 2009, os grandes desafios enfrentados atualmente pelo varejo são o gerenciamento e a fidelização dos clientes, a melhoria da rentabilidade e o aprimoramento constante dos processos.

E tecnologia é vital para atingir esses objetivos. “Tecnologia não é o fim, é o meio. A forma que todos vão utilizá-la para atrair o cliente fará a diferença neste ambiente pela evolução dos negócios”, afirma Fuckner. Durante o evento ‘Tendências do Varejo para 2009’, realizado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), na palestra ‘Tecnologia do Varejo na NRF’, o executivo contou quais foram as principais novidades para o setor de varejo apresentadas no evento.

E não foram poucas as inovações apresentadas. O varejo já pode contar com balanças inteligentes, de reconhecimento ótico de produtos; crachá eletrônico, que além de identificar o funcionário é como uma tela que mostra produtos e promoções; efeito WOW, que contextualizam no ambiente cheiros, efeitos da natureza; inúmeros softwares de BI, e soluções de comunicação IP, que reduz significativamente os custos, isto só para citar algumas soluções que podem enriquecer o varejo.

Outra tendência de solução para o setor é o monitoramento por câmeras, já usualmente usado para controlar a segurança de lojas e departamentos. “A novidade é que utilizar as câmeras para somente para esse fim é passado. Os sistemas podem ser utilizados para monitorar o comportamento dos clientes”, explica Fuckner. Outro destaque, apontada pelo executivo como a tendência principal e do futuro , é o RFID (Identificação por Radiofrequência), solução que permite a maximização de receita com a consequente redução dos custos operacionais.

Mas, para os varejistas que ainda não contam com esses sistemas e ainda não podem demandar de grandes investimentos, Fuckner dá a dica: “você não precisa se desesperar porque não tem o RFID. O segredo é explorar ao máximo a tecnologia que você tem”.

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