Wireless

RFS amplia fábrica apostando em banda larga móvel

Escolhido como a sede regional, Brasil recebe novas instalações da fabricante, onde serão produzidas antenas com tamanho e freqüência maiores, utilizadas no projeto de implementação dos serviços 3G, 4G e WiMax na América Latina. Investimento é de 2 milhões de euros.

Com um investimento de dois milhões de euros, a empresa alemã Radio Frequency Systems (RFS) anunciou a expansão de sua fábrica no Brasil e a fabricação de mais três modelos de antenas na região, cujo tamanho é de até 12 pés. Para o presidente da empresa na América Latina, Roberto Pinto, a expansão se deve a crescente procura na região latina pelos serviços de banda larga móvel, onde as antenas com capacidade de maior transmissão tiveram mais procura.

Segundo o executivo, a escolha do Brasil aconteceu por ser o principal cliente da região, onde tem na sequência México, Argentina e Colômbia. “Aqui, em relação aos países da América Latina, que inclui a região central e o Caribe, representa de 35% a 40% de nossa receita”, informa Roberto Pinto, cujo alguns clientes citados são Nokia, Alcatel e Siemens.

Antes da ampliação do prédio, a RFS fabricava cinco dos oito modelos disponíveis de antenas para rádio freqüência, agora o executivo aponta oferecer um portifólio completo e “todas serão produzidas no Brasil”. O processo de fabricação será concretizado em três fases, na primeira serão importados os produtos montados, na segunda a montagem acontecerá por aqui e na última a produção será nacional. “Agora estamos nos adaptando”.

Para a estratégia de logística, o Brasil como matriz exportará os equipamentos para toda a região da América Latina. A empresa também anunciou a implementação de hubs (centrais de distribuição) no Panamá, México e na Argentina, com o objetivo de agilizar a distribuição e atender a demanda. No País, a empresa possui 250 funcionários fixos.

Com a crise financeira mundial, em 2008 a RFS teve um rendimento abaixo da média em relação aos anos anteriores, cuja redução – só na área de infraestrutura -, caiu 25%. A perspectiva de Roberto Pinto para o primeiro semestre de 2010 aconteça um aumento de até 20% na produção local. “Hoje vejo que já voltamos ao nível de 2007, tendo melhores rendimentos e com a tendência de crescer ainda mais, principalmente com o desenvolvimento do 3G, 4G e WiMax na região”, diz.

A meta da empresa para o retorno de todo o investimento da ampliação da fábrica aconteça em cerca de três anos. “Triplicamos nossa produção de antenas ano a ano”, conclui Roberto Pinto.

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