Análise Setorial

Riscos de informática aumentam nas empresas

Os conhecidos ‘cybercrimes’ geram prejuízos de até US$ 5,9 milhões em todo o mundo.

Os riscos de fraudes na segurança de computadores ou redes empresariais vêm crescendo consideravelmente no Brasil e no mundo. O que antes era apenas um ato de vandalismo, com a sofisticação das fraudes pela internet tornou-se um crime que preocupa as empresas e governos por trazer prejuízos enormes. Estas são algumas das conclusões do estudo que a Deloitte está lançando, o ‘Risk Intelligent governance in the age of cyber threats’.

O estudo sobre experiências com os ‘cybercrimes’, realizado em 2011 com 50 companhias americanas, revelou que as empresas pesquisadas sofreram uma média de mais de um ‘cyberattack’ bem sucedido por semana, o que representa um aumento de 44% em relação a 2010. “Isso significa que as empresas, de modo geral, não devem mais se questionarem sobre a possibilidade de um ataque desse tipo acontecer. É bem provável que ele já esteja acontecendo”, destaca André Gargaro, sócio da área de Gestão de Riscos Empresariais da Deloitte.

Os ataques cibernéticos podem prejudicar um negócio de várias formas, desde a simples vandalização do site, chegando até  ao desligamento de redes ou fraudes e roubo de propriedade intelectual. O impacto financeiro pode ser significativo: segundo o estudo da Ponemon Institute, os prejuízos podem chegar a US$ 5,9 milhões por ano, o que representa um aumento de 56% nos últimos anos.

As possibilidades de ataque são inúmeras, por isso é fundamental estar informado sobre as principais ameaças e quais os potenciais impactos para a organização. Além disso, é importante colocar esse risco no mesmo grau de importância dos riscos tradicionais das empresas. Também é fundamental envolver os principais executivos da empresa no processo de gerenciamento dos riscos cibernéticos.

Segundo a Deloitte, no Brasil, com exceção da indústria financeira, a preparação das empresas ainda é muito reativa, ou seja, apenas depois da ocorrência de um evento considerável é que começam a se preocupar com medidas para evitar maiores impactos no advento de outros ataques.

“O Brasil precisa ficar atento aos cibercrimes. É preciso ter uma gestão de riscos adequada. O ideal é se antecipar aos possíveis ataques por meio do conhecimento de seus potenciais invasores e das formas como eles agem. As empresas precisam investir de forma mais eficiente em ferramentas, pessoas e processos”, completou Gargaro.

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