Futurecom 2014

Rodrigo Abreu, da TIM, quer rediscutir neutralidade de rede pensando nas OTTs

Segundo ele, muitos serviços over-the-top utilizam criptografia e podem “prejudicar” ações que beneficiam usuários.

 

Rodrigo Abreu, presidente da TIM, utilizou um exemplo de quebra de sigilo telefônico para a solução de um sequestro para levantar a polêmica em torno da neutralidade de rede e os serviços providos pelas OTT (over-the-tops).

Segundo ele, hoje as operadoras conseguem auxiliar ações da polícia e da justiça, por exemplo, porque tem acesso ao conteúdo que trafega pela rede. “A regulação pode ter efeito indesejado de atrabalhar até casos como esse do sequestro”, disse.

Abreu afirou que hoje vários OTTs usam encriptação e, “de acordo com a lei de neutralidade devrede, a interceptação seria proibido. É complexo entender o que deve ou não ser feito”, destacou.

Em sua palestra durante o Futurecom 2014, o presidente da TIM também alertou os usuários quanto aos cuidados com o uso de serviços gratuítos na internet, dizendo que em alguns casos “o consumidor não é um usuário mas um produto”.

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