Análise Setorial

Saldo de trabalhadores empregados em maio sobe 3,8%

Tendência de desaceleração no ritmo de contratações permanece, mas cenário deve mudar no segundo semestre.

O saldo de empregados formais na Região Metropolitana de São Paulo em maio foi 3,8% acima em relação ao mesmo mês do ano passado, com um saldo de 981.492 posições ocupadas, segundo análise realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) sobre os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em relação a abril deste ano, houve variação de apenas 0,1%.

Observando o número de admitidos, houve um decréscimo de 721 vagas – queda de 0,01% em relação ao mês anterior (abril 2012) – sendo 47.369 admitidos em maio frente aos 48.090 em abril de 2012. Por outro lado, 46.804 funcionários foram demitidos do comércio varejista na RMSP em maio, contra os 44.067 desligados em abril, ou seja, houve um acréscimo de 6,2% em relação a abril somente no número de demissões.

Rotatividade

A taxa de admitidos passou de 4,9% em abril para 4,8% em maio de 2012, mantendo-se praticamente estável, enquanto a de demitidos foi de 4,5% em abril para 4,8% em maio. Os setores que mais contrataram continuam sendo os de Vestuário, Tecidos e Calçados e Supermercados (Alimentos e Bebidas), com taxas de 6,5% e 5,6%, respectivamente. Em abril haviam apontado 6,3% e 5,7%.

Para a Assessoria Técnica da FecomercioSP, analisando a série dos últimos 13 meses, é nítida a tendência de desaceleração no ritmo de contratações quando comparado com o estoque verificado em 2011. O saldo de empregados continua se elevando, porém em proporções menores desde, pelo menos, março de 2011. Esse quadro ainda pode se reverter no segundo semestre de 2012, tendo em vista as constantes medidas para estimular o consumo interno que têm sido adotadas tanto pelo Governo como pelas as instituições financeiras.

A evolução desses resultados não pode ser interpretada como uma tendência, visto que há uma série de estímulos que pretendem manter o nível de atividade econômica aquecida e consequentemente o consumo, tais como, a expansão do crédito e da renda, a acomodação dos preços, principalmente dos alimentos, as quedas nas taxas de juros, alongamento dos prazos de financiamento dentre outros. Além disso, a desoneração da folha de pagamento da indústria tende a reverter o cenário de baixa do setor e impactar, indiretamente, e de forma positiva, a contratação de mão de obra do varejo.

É importante lembrar que o consumo das famílias deve continuar sendo, no longo prazo, a mola propulsora para que o consumo se mantenha aquecido, o que possibilitará a manutenção ou o incremento do atual nível de emprego em patamares positivos.

 

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