Fabricante coreana detêm um terço do mercado de vídeo de segurança nos EUA e quer ganhar mais espaço no Brasil.
Após três meses de negociações, a WDC se torna mais um canal da divisão de CCTV (Circuito de Câmeras de Segurança) da Samsung no Brasil. Para a Samsung, que possui um terço do mercado de câmeras de segurança dos Estados Unidos, esta parceria fortalecerá sua presença no País, além de poder ajudar na conquistar de mais espaço no mercado nacional. “Além das vendas, a WDC cuida de toda a logística necessária e do desenvolvimento do canal”, explica Vanderlei Rigatieri, diretor geral da WDC Networks.
O primeiro passo dessa parceria será um road show para integradores da área de segurança e tecnologia. A partir de abril de 2010, engenheiros especializados passarão por metade das cidades que farão parte do roteiro da copa, apresentando treinamentos para as novas tecnologias de segurança. “Essa estratégia permite que os profissionais da área possam se familiarizar com as mais recentes tecnologias para não se chocarem com o que estiver disponível na época da Copa”, explica o vice-presidente da Samsung, Pedro Duarte.
Segundo Duarte, hoje não é possível instalar as melhores tecnologias atuais em termos de segurança, porque daqui a quatro anos – quando começarem os eventos esportivos no Brasil – elas já estarão obsoletas. “É um processo evolutivo, onde o principal foco é capacitar os profissionais”.
Duarte complementa que a preocupação com a segurança em relação aos eventos esportivos sediados no Brasil não devem estar incorporados apenas nos estádios e ginásios, mas em todo o entorno turístico e de infraestrutura das cidades. “As pessoas irão se locomover por esses municípios, por isso a segurança deve ser primordial”, acrescente.
Câmeras sobre IP
De acordo com o presidente da Samsung da América, J.W. Ahn, o mercado de câmeras IP representa 20% da receita da empresa nas Américas e fará parte do portifólio da Samsung em 2010. “A empresa irá lançar 90 produtos neste ano e, deste total, 60% usarão tecnologia sobre IP”. Porém, para ele, as vantagens e recursos oferecidos pela câmera IP ainda não é compatível com a infraestrutura disponível no Brasil e isso impediria um crescimento ainda mais rápido.
Contudo, para o diretor geral da WDC, Vanderlei Rigatieri, o pólo de investimentos das empresas ainda está concentrado no sudeste, onde, por exemplo, São Paulo já possui empresas bem preparadas e com possibilidade de crescimento nessa área. De acordo com Rigatieri, uma oportunidade seria de melhorias no negócio são as torres das operadoras de telefonia móvel, que são constantemente depredadas, mas ainda não possuem câmeras de vigilância, embora tenham largura de banda suficiente.

