Desde 2011, os Estados Unidos respondem por metade dos projetos de “smart water” (uso de soluções digitais em empresas de saneamento), seguido pelo Reino Unido e Austrália. A América Latina ainda caminha devagar nesta digitalização, com apenas 56 projetos do tipo registrados, mas Keith Hays, vice-presidente e cofundador na Bluefield Research, aponta que a região pode crescer, puxada principalmente pelo Brasil.
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De acordo com o especialista, que participou de um webinar promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) ontem (17/6), tudo depende do processo das empresas – estatais e privadas – na jornada digital. “Há muitas barreiras para adoção da tecnologia. O maior é a falta de cultura do gestor para ver valor na digitalização dos ativos”, afirmou Hays.
Segundo ele, falta tempo e conhecimento técnico para as empresas de setor se digitalizarem. “Quatro das cinco principais barreiras são processos e pessoas, não tecnologia em si”, disse. “É preciso pessoas e departamentos dedicados à inovação e estratégia digital para implementar estes novos processos.”
O pesquisador reconhece que a jornada digital do setor de saneamento é complexa. Ele explica que tudo começa com o entendimento do estado dos ativos, só para depois começar o investimento em telemetria e poder realizar a análise. A terceira parte desta jornada é a predição do funcionamento dos ativos.
“Operadores de sistemas de água e esgoto devem percorrer uma jornada complexa com pessoas, processos e soluções para se transformarem digitalmente. Isso é importante porque soluções digitais podem oferecer economias e eficiências operacionais significativas e sua adoção deve acelerar para sair da pandemia”, concluiu.
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