No evento que marcou a estreia oficial da integração das empresas HPE Networking e Juniper Networks no Brasil, a ScanSource destacou o impacto direto das novas tecnologias – especialmente inteligência artificial e gestão em nuvem – no ecossistema de canais e no consumo de redes corporativas. Leni Oliveira, Diretora de Unidade de Negócios, e Gabriel Vianna, Gerente de Pré-Vendas, afirmaram que a IA já mudou o ritmo das entregas e redefiniu o papel do distribuidor no suporte aos integradores e revendas.
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Segundo Vianna, a inteligência artificial deixou de ser um elemento complementar e passou a atuar como motor de produtividade nas equipes técnicas. Ele explica que 90% do tempo gasto em atividades de suporte tradicional – como diagnóstico, investigação de falhas e tarefas repetitivas – está sendo reduzido com automação e uso de agentes inteligentes. O profissional mantém o controle das decisões, enquanto a IA acelera a execução e libera tempo para atividades mais estratégicas. Esse ganho de escala, porém, traz novos desafios: “Mais IA significa mais tráfego, mais processamento e mais demanda por infraestrutura. O cliente muitas vezes não percebe, mas já está consumindo IA, e isso muda completamente o projeto de rede”, afirma.
Leni reforça que a infraestrutura se tornou o elo crítico na adoção de modelos generativos e na expansão do uso corporativo de IA. O avanço dos dados exige redes mais robustas e integradas, e o portfólio unificado da HPE Networking (Aruba + Juniper) vem sendo percebido como uma oportunidade de entregar estabilidade com segurança embarcada. Ela destaca que o mercado já compreendeu o valor da escalabilidade e da gestão distribuída em nuvem, especialmente em ambientes onde o aumento de capacidade não pode mais depender do acréscimo constante de hardware local.
A ScanSource também tem adotado IA internamente. Segundo Vianna, a automatização de fluxos se espalhou pela operação, impulsionando eficiência e fazendo com que a empresa amplie sua capacidade de atendimento sem aumentar proporcionalmente o time. Essa experiência prática, avaliam os executivos, fortalece o papel consultivo do distribuidor na orientação das revendas.
O momento é considerado estratégico para a cadeia de canais. Com 3.500 revendas ativas, a ScanSource vem conduzindo um processo de adaptação ao novo portfólio HPE Juniper – que inclui descontinuação da linha Small e migração para soluções mais avançadas. Leni afirma que não há risco de deixar parceiros para trás: o distribuidor atua para preparar o ecossistema, apoiando certificações, transições tecnológicas e adequações de portfólio. A integração entre Aruba e Juniper, afirmam, já começa a entregar ao mercado um conjunto mais completo de funcionalidades, dashboards unificados e ferramentas agnósticas, capazes de operar sobre arquiteturas mistas e atender ambientes que exigem compliance e interoperabilidade.
Para os executivos, o maior diferencial da nova fase é justamente essa capacidade de oferecer soluções que não dependem de um único fabricante, permitindo centralizar gestão sem aprisionar arquiteturas. Esse modelo será essencial para lidar com a velocidade de adoção de IA e com o crescimento exponencial das redes corporativas, que já tornou obsoletos os modelos tradicionais de planejamento anual de capacidade.
Na mensagem final aos parceiros, Leni e Vianna reforçam a importância da “escutativa” — ouvir as dores do cliente, entender os objetivos de longo prazo e construir projetos com folga para acompanhar a escalabilidade que a IA impõe ao negócio. “O canal precisa ser um trusted advisor. A tecnologia muda, mas o cliente volta quando se sente respeitado e bem atendido”, conclui Vianna.
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