Rogério Santana diz que somente 9% da população brasileira tem acesso à internet e a saída é um sistema público de transmissão de dados.
O secretário de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, voltou a defender que a Telebrás passe a gerir os ativos de fibra óptica do governo, hoje em torno de 27 mil quilômetros em todo o país.
"Apesar da previsão de incorporação de cinco mil quilômetros da rede nos próximos anos, os serviços de banda larga disponibilizados no mercado brasileiro atendem apenas as classes A e B, ou seja, somente 9% da população", diz o secretário.
Santana disse que o governo precisa dispor de sistema próprio de transmissão de dados, imagens e voz, para atender as regiões onde a baixa renda e alta concentração não permite o acesso dos serviços de banda larga. "Agora a classe C, com a melhor distribuição de renda ocorrida no país, está tendo acesso à internet, mas as classes D e E somente acessam a rede mundial frequentando lan houses".
Na opinião de Santanna, o gerenciamento desse sistema pode ser feito pela própria Telebrás ou pelas companhias de energia elétrica, que dispõem de licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia) e que podem fazer este tipo de operação. Ou mesmo, de empresas públicas que tenham capacidade para oferecer o serviço, como é o caso da Serpro ou a Dataprev.

