Segurança

Segurança: operadora e integradora analisam riscos e benefícios do VoIP

IP Connection e Datora apontam as ofertas de VoIP com soluções de segurança integradas como tendência de mercado; inclusive, especialista aponta que já realizou projetos IP baseados em protocolos seguros para empresas como Bringston, THK e General Eletric.

Existem muitas contradições no que diz respeito a segurança das rede telefônicas sobre IP. Alguns acreditam na dificuldade de acesso devido ao tráfego dos dados, realizados em pacotes, que precisam ser identificados um a um para serem interceptados, enquanto outros não confiam na rede e tirando como base a internet, que é facilmente acessível.

No Brasil houve muito investimento em cabeamentos para o tráfego da internet, por isso é comum manter os investimentos na infraestrutura e utilizar um sistema híbrido, em contrapartida com a revolução sem fio que está ocorrendo na Europa e Estados Unidos. Segundo Alexandre Otto, diretor da IP Connection, é comum que os clientes integrem um sistema IP sobre o PABX já existente para não desperdiçar a estrutura. “O objetivo deste nicho de mercado, que adquire soluções híbridas é, essencialmente, cortar gastos, já que, apenas a migração das ligações internacionais para IP já gera uma economia média de 50% dos gastos com telefonia. O problema é que estes sistemas, geralmente não possuem dispositivos de segurança, uma vez que a prioridade do usuário ainda não é essa”, analisa o executivo.

Para ele, a tendência é que haja uma transformação nesse quadro, pois o crescimento do mercado VoIP deve impulsionar a venda de soluções de segurança agregadas. “As empresas já utilizam padrões VoIP, que trafegam por meio de servidores com autenticação ou criptografia, mas no ambiente doméstico, os pacotes de ofertas das operadoras não incluem medidas de proteção. Porém, a massificação do serviço deve acompanhar o refinamento da exigência do consumidor”, conta Otto.

“Hoje, a utilização de certificação, criptografia, separação dos pacotes de dados e voz ou até mesmo sistemas V-LANs, já deveria ser um padrão no mercado brasileiro, mas o VoIP ainda está ganhando seu terreno no País”, pontua Otto, que já realizou projetos IP baseados em protocolos seguros para empresas como Bringston, THK e GE.

Segurança inevitável
Com a massificação do serviço, as pessoas devem absorver cada vez mais a cultura de proteção de suas redes e, assim, as operadoras terão que oferecer soluções de segurança agregadas. De acordo com Daniel Tibor Fuchs, vice-presidente de pesquisa e tecnologia da Datora, a democratização dos projetos de segurança necessitam de largura de banda para suportar a telefonia e garantir a qualidade de transmissão. “A democratização da banda larga vai preceder a difusão dessas ofertas, pois uma coisa depende da outra, mas acreditamos na padronização do modelo. Hoje não é comum a inclusão do serviço nas ofertas das operadoras, mas assim como as grandes operadoras de telefonia convencional passaram a ser obrigadas a garantir a segurança dos assinantes , isso vai acontecer com o VoIP de acordo com a penetração do serviço no mercado”, finaliza Fuchs.

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