Por Renato Panessa
Com a proximidade da Black Friday, cresce a preocupação do comércio com os ataques de hackers a redes e servidores para roubar ou sequestrar bancos de dados dos clientes – os ransomwares – assim como outras formas de golpes virtuais. São práticas criminosas que vêm crescendo e tiveram um aumento significativo.
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De acordo com um estudo realizado pela consultoria espanhola Minsait, o número de ataques virtuais cresceu 75% durante a pandemia, quando 35% das organizações na América Latina e Europa reduziram os orçamentos em cibersegurança no último ano. A pesquisa apontou ainda que 95% das violações de segurança aconteceram por negligência das empresas.
Mas o que fazer para aumentar a segurança digital e garantir que os clientes possam realizar suas compras de forma segura? A primeira coisa é blindar a sua empresa com soluções com tecnologia de ponta.
Invista em soluções de monitoramento e gestão de redes que consigam detectar tentativas de invasão ou de obstrução da conexão do seu negócio. Elas devem informar em tempo real, ao menor sinal de inconsistência na sua rede, e prover resoluções automaticamente. Agilidade na correção de inconsistências na rede é crucial para não perder vendas.
O WAF (Web Application Firewal) é um novo tipo de firewall criado para combater as ameaças que estão além das capacidades dos firewalls tradicionais. Ele cria uma barreira entre o seu serviço baseado na web e todo o resto da Internet, bloqueando e protegendo sua aplicação de ações criminosas, como manipulação de conteúdo exibido, conhecida como “pixação”, injeções indevidas em banco de dados de padrão SQL (Structured Query Language) ou simplesmente “SQL Injection”, determinados tipos de fraudes em acesso administrativo e várias outras espécies de ciberataques.
Outra camada de segurança para as empresas são as soluções Proteção de Dados. A criptografia existe há muitos anos. Enquanto, no passado, ela visava a “embaralhar” mensagens que poderiam ser decodificadas apenas pelo destinatário desejado, hoje atua de maneira digital. De maneira simples, a criptografia de dados busca tornar uma mensagem ilegível a partir do momento que ela sai de seu remetente. Ela poderá ser lida somente quando chegar ao destinatário. Um exemplo disso é o WhatsApp, que utiliza a chamada criptografia de ponta a ponta. Com ela, nem mesmo o próprio aplicativo pode interferir e ler o conteúdo enviado. Mascaramento, anonimização são soluções complementares que podem ser associadas à criptografia dos dados.
Gestão de Identidades e Governança de Acessos são outras fortes aliadas a esse processo de prevenção. Processo de autenticação de usuários internos e externos, segregação de funções e acesso granular são práticas de acesso seguro. Garantido o registro dos acesso e associados a múltiplos fatores de autenticação, cofres de senhas garantem ainda o acesso de usuários externos (clientes, fornecedores e parceiros) e restringe os poderes de super usuários como administradores de bancos de dados.
A Black Friday já se consolidou como uma das principais datas para o comércio varejista no Brasil, e alavancou o e-commerce especialmente durante a pandemia. De acordo com o relatório da Neotrust/Compre&Confie, entre os dias 26 e 30 de novembro de 2020 os e-commerces faturaram um total de R$ 7,72 bilhões. Isso representou um crescimento de 27,7% em relação ao ano anterior. Apenas no primeiro dia da Black Friday foram evitados R$ 40,8 milhões em fraudes, 62,3% em relação a 2019, quando foram evitados R$ 25,2 milhões em prejuízos.
Apenas por esses números, é possível ter uma ideia da dimensão do volume de transações financeiras no varejo digital no período. Para a sua empresa não ficar suscetível às novas ameaças digitais, é sempre melhor prevenir do que remediar. Investir em cibersegurança a partir de uma gestão de redes profissional e eficiente é a garantia de uma experiência positiva do cliente junto ao seu negócio.*Renato Panessa é Diretor Executivo da Ninecon.
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