O Senac-GO lançou o Security Academy, um programa gratuito voltado a pessoas de baixa renda sem experiência com computação para formar profissionais de segurança da informação. A primeira turma composta por 30 pessoas começa em agosto e deve se formar ao final de 2026, após um ano e meio de curso, capacitada para atuar no mercado de trabalho.
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A iniciativa faz parte de uma parceria da instituição com a Check Point, que além de oferecer as soluções e dispositivos para o laboratório do curso, também ajudou a desenhar o conteúdo letivo e capacitou os professores. A Check Point também vai disponibilizar vouchers para que os alunos façam as provas das certificações iniciais e oferecer oportunidades de participação em eventos nacionais e internacionais.
Tiago Silva Santos, diretor de Transformação Digital do Sesc/Senac de Goiás, explica que a iniciativa surgiu de uma própria demanda do Senac, que precisava treinar constantemente novos funcionários de cibersegurança sempre que um profissional pedia demissão para trabalhar em outra empresa. Dessa forma, Santos percebeu que era mais fácil treinar uma pessoa do início do que tentar buscar no mercado de trabalho.
O curso foi modelado para isso, inclusive, formar pessoas para o mercado de trabalho. A própria escolha do perfil de alunos suporta essa visão: jovens, de preferência no Ensino Médio, que não tenham experiência com computação. “A formação do básico é mais rápida”, garante o diretor. Ainda segundo ele, a carga horária de 1,2 mil horas é suficiente para tirar as primeiras certificações.
Eduardo Gonçalves, country manager da Check Point Software Brasil, destaca também o papel social da iniciativa ao escolher atender pessoas de baixa renda. Além de ser gratuito, o curso vai ajudar a integrar os formandos no mercado de trabalho, com a possibilidade até de serem absorvidos pelo próprio Senac-GO.
Projeto-piloto pode ser replicado em outros estados
Santos, do Sesc/Senac-GO, diz que a iniciativa é um projeto-piloto que pode ser replicado em outros estados via Sistema S. “Outros estados estão nos procurando para copiar o modelo e vemos a possibilidade de padronizar pelo Sistema S”, comenta.
Para ele, a formação de profissionais de cibersegurança é mais do que uma necessidade mercadológica, é uma questão de segurança nacional. “Sem uma massa crítica de profissionais, as soluções de segurança não darão conta.”
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