Projeto de R$ 1,5 milhão foi realizado para atender os serviços críticos de operações digitais, como imposto de renda, e otimizar a comunicação de dados entre os 10 mil funcionários. Empresa pública estuda implementar telefonia VoIP.
O Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), empresa governamental que presta serviços de tecnologia da informação e comunicações para o setor público, está em fase de conclusão de modernização tecnológica do seu núcleo de redes com a adoção de 10 switches de backbone da Extreme Networks, o BlackDiamond 8810, em substituição a antigos equipamentos fornecidos pela Cisco Systems.
No Serpro são realizados serviços de alto nível de criticidade nas suas operações e é responsável por boa parte do que poderia chamar de “core-business” do Governo Federal. Vinculada ao Ministério da Fazenda, a empresa atende o conjunto da administração pública federal de todo o País, sendo uma das maiores organizações com este perfil na América Latina.
O projeto de atualização da infraestrutura do núcleo teve início em meados de 2007. Foram levantadas as necessidades e especificações do Serpro, por meio de duas consultas públicas, que em dezembro de 2008, ocorreu o pregão para a aquisição dos equipamentos. De acordo com o edital, para o projeto o governo investiu na ordem de R$ 1,5 milhão.
Representada pela parceira de integração Damovo, a Extreme Networks venceu a licitação. Entre as características demandadas, houve a estipulação de requisitos em segurança, alta disponibilidade e qualidade de serviço das redes locais.
Foram então adquiridas inicialmente 10 unidades daquele modelo, com diferentes capacidades de portas. Recentemente o contrato foi aditado com a compra de mais duas unidades. A Damovo vem atuando diretamente na migração dos equipamentos antigos para a plataforma Black Diamond e nas configurações desta em conformidade com os mesmos perfis existentes no ambiente legado. No presente momento, assinala Salvador Luiz Annunciato, gerente de divisão do Serpro, “a maioria dos switches já está em produção, encontrando-se os restantes em processo de migração”.
De acordo com Annunciato, estima-se que o ROI (Retorno sobre Investimento) sobre a aquisição dos novos se dará em poucos meses. Para ele, “as manutenções nos legados não serão mais necessárias e não haverá tempo de parada excessivo nas redes pertinentes”.
A instalação do novo backbone corporativo da Serpro foi para atender ao trabalho de 10 mil funcionários dispersos por todo o País. Segundo o órgão público, o novo equipamento passa a oferecer maior capacidade de tráfego com suporte a múltiplos serviços convergentes de voz, dados e aplicações de vídeo de alta qualidade.
Na rede do Serpro ocorrem serviços de transmissão de dados que cobre todas as transações da sua sede em Brasília (DF) e de 10 unidades regionais (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre), incluindo-se aí o Centro de Dados de São Paulo. Todas as aplicações das redes locais, tais como videoconferência, acesso à Internet e aos programas corporativos da administração pública passam a se beneficiar com o ganho de performance promovido pela nova arquitetura de núcleo central.
De acordo com o gerente de divisão do Serpro, o antigo parque de switches do núcleo central da rede (assentado na plataforma Catalyst 4006 da Cisco) estava defasado tecnicamente, e já fora de linha. “Com a garantia já expirada, qualquer manutenção se tornaria inviável. E a probabilidade de parada era cada vez maior”, aponta ele.
Implementação
Na arquitetura de rede, os ativos da Extreme Networks hoje concentram as conexões das redes corporativas, interligando-as ao backbone MPLS (Multiprotocol Label Switching) do Serpro. O plano é utilizar uma das unidades como concentrador de servidores do Centro de Dados de São Paulo. “Os equipamentos legados serão remanejados para localidades menores ou para ambientes temporários, ainda a definir”, pormenoriza o gerente.
A velocidade nos uplinks (links que trafegam dados dos pontos para a rede), informa o executivo, é de 1 Gbps, mas apresentou um incremento de desempenho em algumas conexões de servidores, que migraram da tecnologia Fast Ethernet (10/100 Mbps) para Giga Ethernet (1 Gbps).
Para subsidiar o trabalho de gestão, a ferramenta EpiCenter, fornecida também pela Extreme Networks, já está instalada em todas as localidades e será utilizada para administração e monitoramento dos Black Diamonds.
Sequência do projeto
O próximo passo será colocar no ar, com auxílio da Damovo, as funcionalidades de segurança e melhoria do serviço, iniciando pela implementação das configurações de multicast (envio de informações a vários destinatários simultaneamente) nas redes locais. Também, segundo o Serpro, estão em estudo os projetos com telefonia IP e Wireless LANs.

