Ministro afirma que em oito anos houve uma redução expressiva dos preços médios do minuto de conexão cobrados pelas operadoras.

O ministro das Comunicações (Minicom), Paulo Bernardo, afirmou que algumas pesquisas comparativas que consideram os serviços de telecomunicações no Brasil um dos mais caros do mundo não procedem, pois esses dados têm como referência os valores anunciados em sites, sem considerar as promoções.
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Bernardo ainda acrescentou que não são os tributos federais que possuem maior peso no preço pago pelo consumidor, mas os cobrados pelos estados. Sobre a instalação de wi-fi nos estádios, o ministro disse que se trata de uma relação privada e que, portanto, tem de ser resolvida entre as partes, sem a interferência do governo. As declarações do ministro foram feitas durante audiência pública no Senado.
Paulo Bernardo citou uma pesquisa divulgada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), segundo a qual o serviço no Brasil teria um dos preços mais altos.
“O que é preciso ser dito é que [essa pesquisa] não considera as promoções [feitas pelas operadoras], e sim o que é apresentado no site. Outro dia usei um termo que pode até ser mal interpretado: esses caras [operadores] são uns malas porque sabem que se colocarem o preço [de promoções] no site vão ter de cumprir.”
Segundo o ministro, outro levantamento de preços de mercado mostra que, de 2005 a 2013, houve redução expressiva dos preços médios do minuto de conexão cobrados pelas operadoras. “Era R$ 0,41. Está em R$ 0,15”, informou Paulo Bernardo. Ele lembrou que o consumidor paga, em média, 38,9% a mais na conta em função do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual. Tributos federais (PIS, Cofins, Fust e Funtel) aumentam em apenas 6,8% o valor do serviço.

