A cadeia do setor de drones (aeronaves não tripuladas) deve movimentar R$ 500 milhões em 2019, de acordo com dados da MundoGeo. O número representa crescimento de 25% e supera os mais de R$ 400 milhões do faturamento alcançado em 2018.
Pelos menos 70 mil Aeronaves Remotamente Pilotadas (Remotely-Piloted Aircraft – RPA) já estão cadastradas no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), onde 44 mil são para uso recreativo e 25 mil para uso profissional. No total, 52 mil pessoas são cadastradas para operar os drones, sendo 93% de pessoas físicas e 7% de pessoas jurídicas.
Nesse sentido, o IBAS – International Brazil Air Show 2019, que acontece entre 11 e 13 de setembro, no GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, contempla uma agenda estratégica para debater o mercado de drones no Brasil. O Workshop Drones terá quatro Painéis: Mercado de drones no Brasil e no Mundo; Tecnologia embarcada; Desafios regulatórios; e Tecnologias de detecção de drones nos aeroportos. Especialistas dos setores público e privado participam do Workshop.
A agenda considera a importância do setor no Brasil, principalmente após a regulamentação e a crescente utilização nos diferentes segmentos, como a agricultura e a área de infraestrutura. A discussão, no evento, deve abordar as vantagens econômicas que as aeronaves não tripuladas ou drones representam, bem como os desafios que deverão ser tratados nos próximos anos.
Os organizadores do IBAS devem destacar a responsabilidade em termos de proteção de dados, privacidade, ruído e emissão de CO2, entre outros pontos, nas discussões. De forma geral, o evento debaterá amplamente todos os temas relacionados ao mercado aeroespacial no país e Amércia Latina, apontando desafios e os melhores caminhos, segundo eles.
Mercado global
O mercado global de serviços drones pode chegar a US$ 127 bilhões até 2020, segundo relatório da consultoria PwC e realizado em 2017. O documento aponta o agronegócio como um dos setores responsáveis pela popularização dos drones, onde 26% das aeronaves são usadas na agricultura, ficando atrás apenas da área de infraestrutura (inclui todos os usos possíveis na engenharia civil), que detém 41% do uso.
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