De acordo com presidente da entidade, Humberto Barbato, crise econômica e contratos que tinham sido fechados em 2008 no Brasil foram grandes condutores para o declínio. No entanto, o setor de produtos para informática manteve a mesma média em relação ao período anterior.
Já o sindicato de telecomunicações divulga aumento de 13% em contratações
O relatório o “Comportamento da Indústria Eletroeletrônica”, da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), foi divulgado nesta quinta-feira (3). O estava mostra o balanço nos negócios do setor brasileiro, cujo faturamento atingirá cerca de R$ 112,2 bilhões e o PIB a 3,7% em 2009.
Os dados revelam que o setor de telecomunicações, que inclui investimentos em infraestrutura e venda de produtos, terá uma redução drástica de até 19%, em comparação ao ano passado. Por outro lado, o mercado de informática manterá a mesma média anterior.
Segundo presidente da Associação, Humberto Barbato, o setor de Telecom sofreu o seu pior momento no começo do ano, por causa dos resquícios da crise econômica. Mas, a reação surgiu a partir de março e o 4T09 será o melhor período.
O segmento de bens de consumo também foi afetado, como é o caso da retração de produtos como celular, notebook e PC, resultando uma queda de até 15%.
A crise econômica também influenciou negativamente nas exportações. A Abinee revelou que os componentes para informática terão uma redução em cerca de 3% e os de telecomunicações chegarão 35% negativos. “Exportação não foi a melhor alternativa para segurar a crise”, diz Barbato.
Quanto aos investimentos em infraestrutura, conforme alega o vice-presidente Paulo Castelo Branco, o resultado negativo tem como base os altos investimentos agendados em 2008 e na pré-crise. Como não houve novas negociações, a redução chegou a aproximadamente 22% negativos.
“Os projetos foram agendados no ano passado e na pré-crise agora as companhias estão tendo gastos apenas com atualizações. Por isso que os números estão menores. Um exemplo é que grande parte da implementação das redes 3G está pronta no Brasil, o que leva a crer que este ano os resultados ficarão parecidos com 2007”, diz branco.
Boas perspectivas ocorreram na área de informática, onde o mercado de PCs chegará próximo a 12 milhões de unidades. Em uma avaliação mais detalhada, a venda de desktops poderá reduzir a 11% em comparação a 2008, (de 7,70 milhões para 6,85 milhões de unidades). Para os notebooks e netbooks estimasse crescimento de até 20% (de 4,30 milhões para 5,15 milhões).
Previsões
De acordo com a Abinee, a expectativa para o próximo ano é que o faturamento cresça em torno de 11% e o PIB chegue a 5% positivo.
Para o setor de informática, espera-se um percentual de 12%, sendo acima de R$ 39 milhões. Vale lembrar que a Intel divulgou nesta semana uma previsão de que o Brasil poderá crescer em até 30% no próximo ano. “Cada empresa joga quanto pode. Isso é bom, porque eles devem arriscar”, diz Barbato.
Infelizmente a Abinee não fez uma divisão de faturamento sobre a quantia de desktops e de notebooks. “Sabemos que a curva dos dois modelos de produtos irão se encontrar, porque a venda dos notes aumentarão cada vez e os desktops tendem a diminuir”, avalia Barbato.
No setor de Telecom está previsto um faturamento aproximado de R$ 21 milhões, sendo 21% de crescimento. Mas, conforme avalia Branco, não haverá investimento em alguns produtos, como celulares e, por isso, eles não deverão melhorar os resultados.
Barbato defende que a aceleração da Anatel, sobre a consulta pública de 2,5GHz, assim como a resolução das mudanças do MP do bem serão essenciais para melhorar o cenário brasileiro. “Em relação ao MP do Bem, acredito que até o início de 2010 estará tudo definido. Se isso não acontecer, o setor vai perder muito”.
O presidente da Associação também disse que já estão acontecendo estudos e prospecções de projetos para a Copa do Mundo (2014) e as Olimpiadas (2016). Mas alerta que, “o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) está atrasado em uma série de projeto. Além disso, uma coisa é reformar outra é construir uma rede nova. O Brasil já possui uma rede e acredito que iremos nos preparar bem. Por isso que o Plano de Banda Larga precisa entrar logo em virgo” conclui.

