Porcentagem é considerada boa, ante a crise financeira internacional.
Apesar das dificuldades previstas para os primeiros meses, a Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee) está projetando para o setor eletroeletrônico uma expansão de 7% em 2009. Segundo o presidente da associação, Humberto Barbato, esta previsão se baseia na evolução do mercado interno, que responde por mais de 80% dos negócios das indústrias do setor atualmente.
"O consumo local testará os seus limites, uma vez que o comércio mundial avançará a passos lentos”, antecipa Barbato. Ele diz que, para que isso ocorra, alguns pré-requisitos terão que ser atendidos como é o caso do segmento de petróleo e gás, que tem no PROMINP o grande catalizador dos negócios. “Queremos que as nossas indústrias ampliem sua participação nos fornecimentos para que o programa atinja sua finalidade de agregar, cada vez mais, valor local”, reivindica.
Para Barbato, também será fundamental o cumprimento dos cronogramas de implantação dos projetos decorrentes do PAC, face aos efeitos multiplicadores que os investimentos voltados para a infra-estrutura têm na economia brasileira. “Precisamos também que a Política de Desenvolvimento Produtivo, lançada em maio, seja efetivamente posta em prática e que suas metas sejam perseguidas.Neste contexto, assume particular importância o BNDES, que tem a responsabilidade de reforçar seu papel de agente promotor do desenvolvimento”, destaca.
Segundo Barbato, os bancos têm que manter suas linhas de crédito às empresas e ao consumidor, diminuindo as taxas de juro, como forma de impulsionar a economia real. “Neste aspecto, os bancos estatais e privados terão importante papel, promovendo a liquidez e não retendo os recursos do compulsório liberados pelo Banco Central, destinando-os efetivamente aos setores produtivos e aos consumidores, por meio de linhas de crédito”, afirma.
Barbato propõe, também, que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, por sua relevância e como estatais que são, diminuam o spread bancário para provocar, via competição, a redução das aviltantes taxas praticadas no mercado financeiro. “Sugiro que o Banco do Brasil e a Caixa criem um cadastro positivo, adotando, para os bons clientes, taxas progressivamente menores, que serviriam de incentivo e atrairiam mais e novos clientes”, conclui Humberto Barbato, afirmando acreditar que com estas ações o mercado interno permanecerá aquecido, criando um cenário favorável para novos investimentos.
*Fonte: Newsletter Abinee

