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Smartphone é o eletrônico mais desejado pelos jovens da periferia

Motivo seria a quantidade de funções em um único aparelho.

Uma pesquisa avaliou o comportamento e os sonhos de consumo de equipamentos eletrônicos dos jovens (15 a 24 anos) moradores de bairros da periferia urbana da Grande São Paulo. Durante quatro meses, foram levantadas informações qualitativas por meio de entrevistas individuais e grupos focais que indicaram que a aquisição de equipamentos eletrônicos é uma das grandes prioridades dos jovens da periferia, junto com formação universitária e busca de uma carreira profissional.

Estes resultados foram coerentes com outros estudos realizados anteriormente, pois mostraram que os jovens moradores da periferia desejam ter profissões que gerem recursos para adquirir produtos e serviços relevantes para as suas vidas. Em outras palavras, os jovens da periferia desejam participar da sociedade do consumo tanto como trabalhadores quanto como consumidores”, afirma Andrea Costtanzi, diretora da Di Capire, empresa especializada em pesquisa de mercado, que realizou este trabalho.

De acordo com o estudo, os jovens teriam todos os aparelhos eletrônicos possíveis se tivessem condições. Mas como os recursos são limitados, priorizam a aquisição de acordo com o seu estilo de vida.  E nesse cenário, os smartphones são a prioridade de aquisição da maioria dos jovens da periferia.

Segundo os entrevistados, a preferência pelos smartphones ocorre por um motivo prático: eles têm “tudo em um”. São telefones que permitem fotografar, filmar, jogar, ouvir música e acessar a internet e as redes sociais. “Além disso, existe um motivo simbólico, que é o status social que esses aparelhos geram nos jovens da periferia, especialmente quando são produzidos pelas marcas mais cobiçadas do mercado, como Apple e Samsung”, explica Andrea.

A pesquisa deixa claro que, para este público, possuir um smartphone de última geração gera um reconhecimento social e um consequente conforto emocional. Por isso, esses jovens comprometem grande parte dos seus recursos para adquiri-los. Em muitas entrevistas, foram verificadas situações do jovem ter desembolsado cerca de R$ 2 mil reais no aparelho e não ter dinheiro para colocar créditos.

 

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