No furacão Katrina e nos atentados de 11 de setembro de 2001, mensagens de texto ajudaram a informar cidadãos; Governo brasileiro começa a testar primeiras utilizações da tecnologia para alertar a população sobre a nova Gripe e outros fenômenos.
Mensagens de texto via celular podem ser usadas como um meio de alerta em massa na ocorrência de desastres naturais ou provocados pela ação humana, vide o Furacão Katrina em 2005 e os ataques de 11 de setembro, em 2001. Foi o que discutiu Patrick Traynor, PhD e professor assistente de ciência da computação do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA), durante uma apresentação promovida pelo instituto 3G Americas. Segundo ele, o Short Message Service (SMS) ajudou na comunicação interpessoal quando os canais de voz estavam com grande tráfego nessas ocasiões.
Traynor atribuiu a eficiência desse serviço a alta capilaridade dos celulares em todo o mundo. Assim, episódios trágicos também podem ser prevenidos, “como poderia ter sido no caso do massacre na universidade Virgina Tech, também nos Estados Unidos”, lembra ele. Para quem não se recorda, em abril de 2007 um estudante sul-coreano matou 32 pessoas, dentre alunos, professores e funcionários da instituição. “Se o SMS fosse usado para alertar aos alunos, o campus seria coberto por quatro estações e imaginando que havia 15 mil alunos com celular, o sistema teria que enviar essa quantidade de torpedos”, diz.
O que melhorar no SMS
Apesar dos benefícios apontados pelo estudioso, uma dualidade se dá quando é avaliado que o canal por onde é transmitido o SMS é o mesmo que trafega chamadas de voz e isso pode significar tráfego excessivo, um fenômeno classificado como Stand-alone Dedicated Control Channel (SDCCH) não disponível.
Outro ponto negativo é a falta de credibilidade das mensagens, já que, pela facilidade de enviá-lo, o SMS pode ser objeto de desconfiança por parte do receptor. “A incidência de mensagens falsas é muito grande, o que poderia provocar tumulto à toa, e se estivesse acontecendo de fato, muitos não iriam acreditar”.
Governo brasileiro entra no jogo
Com o surto da gripe influenza A (H1N1), o Ministério da Saúde, em parceria com a Vivo, adotou o recurso de mensagens instantâneas como uma forma de conscientização. Desde o começo do mês, mensagens são enviadas aos clientes da operadora em São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul com informações relevantes ao caso.

