De acordo com o coordenador do Programa de Software Livre do Serviço Federal, Paulo Pastore, este dinheiro pode ser reinvestido na contratação de mais gente para as áreas de tecnologia do governo.
IP baseado em hardware ainda pode ser a melhor solução
O governo federal anunciou nesta quarta-feira (18) que a adoção de softwares livres, programas de computador que podem ser usados gratuitamente, possibilitou uma economia de R$ 380 milhões até 2008. Segundo o coordenador do Programa de Software Livre do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Paulo Pastore, nos últimos dois anos, essa economia pode ter dobrado.
“É um dinheiro que pode ser investido em outras áreas, na construção de hospitais, escolas, ou também pode ser reinvestido na contratação de mais gente para as áreas de tecnologia do governo”, avalia.
De acordo com Pastore, outra forma de o governo economizar com tecnologia da informação é a computação em nuvem, ou cloud computing, que permite o acesso de arquivos e programas remotamente, por meio de uma rede.Ele explica que um dos usos possíveis dessa tecnologia ocorre no recebimento das declarações do imposto de renda pela Receita Federal.
“Todos os anos, quando chega a época da entrega do imposto de renda, a gente tem uma grande necessidade de servidores, então temos que comprar ou realocar cerca de 30 servidores. A idéia é que, em vez de termos 30 servidores só para imposto de renda, que na outra parte do ano vão ficar ociosos, vamos ter uma nuvem com 100 servidores. Os serviços que tiverem pico vão ocupar a parte que está ociosa, independentemente de ser um servidor dedicado apenas para imposto de renda, vários serviços vão estar rodando lá”, explica o representante do Serpro.
Para a coordenadora do Programa de Engenharia de Computação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Karin Brietman, o país está avançado do ponto de vista do desenvolvimento de tecnologia para a computação em nuvem, mas ainda falta rapidez de inovação, tanto na formação de pessoas hábeis para trabalhar com essas novas tecnologias como na criação de empresas que funcionem de maneira mais ágil no mercado.
Segundo ela, o maior gargalo ainda é o acesso à banda larga. “Mas imagino que o Plano Nacional de Banda Larga vai ser o divisor de águas, vamos ter uma infraestrutura tecnológica que realmente dê conta de suportar a mudança de todos os softwares para um modelo de nuvem”, avalia.
*Com informações da Agência Brasil.

