Levantamento feito pelo Sebrae a pedido da DocuSing aponta que 10% das micro e pequenas empresas brasileiras já nascem digitais; 76% das empresas reduziram o uso de contratos em papel nos últimos 3 anos.
Estudo revela a percepção dos empreendedores brasileiros frente a transformação digital, além de analisar o grau de maturidade dos processos contratuais. Realizado entre o primeiro e segundo semestres de 2023 pelo Serviço de Apoio à Pequena Empresa, Sebrae-SP a pedido da DocuSign, o estudo entrevistou 1.061 participantes, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), de todas as regiões do País.
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O estudo revela que 96% das MPEs entrevistadas consideram a transformação digital importante para seu segmento e porte. No entanto, isso não significa que a digitalização esteja acelerada. Entre os entrevistados, 53% ainda precisam incorporar a digitalização no seu planejamento ou não sabem por onde começar esse trabalho. Apenas 4 em cada 10 empreendedores sentem que estão atrás de empresas similares em termos de capacidade tecnológica.
A sondagem identificou que apenas 10% das micro e pequenas empresas nasceram digitais, com foco em tecnologia. Esse já é um reflexo da pandemia, quando produtos e serviços precisaram ser adaptados para atender necessidades de consumo remotas. Esse marco também impulsionou o crescimento do trabalho remoto: 49% das empresas dizem que já operam de forma híbrida, enquanto 17% exclusivamente online.
Embora a digitalização avance entre as MPEs, o estudo revela que não há um plano consistente na adoção das tecnologias. Ainda vê-se desafios no planejamento, implementação, alocação de verba e monitoramento de mercado e tendências para garantir que esses segmentos também consigam usufruir dos benefícios da digitalização.
Mesmo entre as pequenas é possível observar o uso de ferramentas de gestão de relacionamento com o cliente (CRM), sistemas de planejamento (ERP), automação de marketing e assinatura eletrônica.
Gestão de contratos
Ainda de acordo com o estudo, a gestão de documentos é uma das áreas potenciais para impulsionar a eficiência dos processos no empreendedorismo brasileiro. Cerca de 75% dos empreendedores lida com algum tipo de contrato. E 55% afirmam que ainda mantêm documentos físicos, o que frequentemente gera ineficiências, entre elas: atrasos (26%), problemas com renovações (20%), riscos de não-conformidade (17%) e oportunidades perdidas (17%).
Atualmente, 33% dos empreendedores já implementaram os contratos digitais no ambiente de trabalho. No entanto, os processos não são integrados. A maioria dos entrevistados (65%) utiliza editores de texto locais (instalados em uma máquina) para criar contratos, enquanto 12% optam por ferramentas colaborativas em nuvem. 40% indicam que geralmente são criadas entre 2 e 4 versões do mesmo documento.
Formatos mais utilizados e adesão a processos sustentáveis
Numa segunda etapa de gestão dos contratos, as MPEs utilizam diversos meios para negociar ou enviar seus documentos, por exemplo, WhatsApp, SMS ou aplicativos semelhantes para negociar contratos; no entanto, 49% ainda preferem o e-mail. Cerca de 50% dos empreendedores levam menos de 5 horas para negociar contratos, enquanto 19% gastam mais de 10 horas.
Já no que diz respeito ao tempo necessário para obtenção de todas as assinaturas para finalização de contrato (após o envio), a maioria (82%) já consegue concluir o processo em até uma semana. Porém, muitas ainda imprimem esses contratos para finalizar as assinaturas. Entre as empresas que adotam papel, 38% possuem menos de 10% de documentos físicos, 23% têm entre 30% e 90% e ainda recorrem aos formatos impressos e 17% utilizam exclusivamente o papel.
Jornada da digitalização nas MPEs: automatização dos processos contratuais
O estudo ainda aponta que a assinatura eletrônica é um primeiro passo para que os microempreendedores avancem em sua jornada de digitalização. As empresas revelaram que seu foco em reduzir custos operacionais e otimizar tempo para competir de forma eficiente encontra resolução neste tipo de tecnologia porque é mais rápido concluir contratos (64%) ao simplificar a criação dos documentos (53%) e reduzir a carga de trabalho manual (40%). Outros benefícios apontados são a segurança (37%) e a precisão das informações (24%). Entre as empresas que ainda não utilizam plataforma de assinatura eletrônica, mais da metade (61%) planeja adotá-la no futuro.
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