Segurança

Sozinhos, antivírus não barram ameaças

Na série Vozes do Mercado, Paulo Prado, da Symantec, comenta sobre os erros e acertos das estratégias de segurança.
 

Na série “Vozes do Mercado” desta semana, o gerente de marketing de produto da Symantec, Paulo Prado, em entrevista exclusiva ao Portal IPNews, comentou como os ataques via tráfego de dados têm aumentado e como as empresas devem proceder a respeito.
 
Antivírus
 
Que tipo de segurança deverá ser utilizada, com a atual convergência dos serviços de Telecom?
 
O antivírus, que é a segurança tradicional, já não é suficiente para deter as ameaças. Existe uma serie de outras ferramentas que devem ser adicionadas a ele, como as que comprovam os fluxos de dados, filtros anti-spam, uma série de instrumentos que podem ser utilizados para que a segurança entre os dispositivos seja mais efetiva.
 
Quais serão, efetivamente, as ferramentas mais utilizadas na comunicação com os sistemas de telefonia se convergindo?
 
Antivírus especializados para rede móvel. Temos que lembrar que um dispositivo móvel nada mais é do que um computador. Outro problema relativo a estes aparelhos é a questão dos SMS. Este já é um serviço muito utilizado e os antivírus têm que traçar também e, principalmente, os possíveis ataques.
 
Mobilidade e Segurança
 
Com a atual implantação do 3G e, futuramente, do 4G, você acha que a tendência das corporações é optar pela mobilidade?
 
Sem dúvida, em termos de negócios, dispositivos móveis mais sofisticados são uma tendência. O mercado está olhando com muito carinho para estes aparelhos. Não só na parte da segurança, mas também no gerenciamento, porque a rede móvel tem que ter o seu conjunto de softwares atualizados, e permissões de usuários aos programas das empresas.
 
Como você acha que ficará a segurança nos dispositivos móveis com o 4G chegando?
 
Estar 100% conectado é um problema que a Symantec já enfrenta, porque os computadores que limpamos já estão neste estágio. Ou seja, essa é uma questão que já está sendo tratada pela empresa e não vejo diferença do que se é feito hoje. Temos que nos preocupar mais, na realidade, com o acesso a todo tempo a partir de notebooks e tablets, não tanto de smartphones.
 
Criptografia
 
Atualmente um dos sistemas de segurança mais efetivo é a criptografia. No entanto, sistemas de segurança são constantemente quebrados por hackers. Qual será o próximo passo depois deste sistema?
 
A criptografia tem um contexto bastante importante, que é a capacidade de trafegar mensagens onde outras pessoas não conseguem enxergar. São questões mais técnicas, mas, basicamente, funciona como “eu mando uma mensagem e só o destinatário a recebe”. A criptografia já é utilizada em muitas empresas. Os próprios bancos, hoje em dia, já usam o sistema. O grande problema ainda é a educação do usuário de fazer uma transação em sites que ele realmente confia e isso é extremamente importante.
 
Detecção
 
Uma pesquisa recente revelou que, atualmente, 55 mil vírus são lançados todos os dias e a tendência é aumentar. Como as empresas de segurança devem agir? E os usuários?
 
O grande problema de detecção é baseado nas assinaturas. Se são colocados no mercado 55 mil vírus, para as empresas de segurança existe um trabalho grande, porque o mecanismo de detecção precisa conhecer cada uma das contas. Este tem sido o maior desafio, porque os malwares precisam ser detectados em cada assinatura e levados às pontas dos sistemas dos usuários. Quanto aos clientes, a escolha pela companhia que fará a segurança do sistema é baseada em reputação. Com certeza ele só vai instalar um equipamento que já tiver sido rodado por outros usuários e tenha garantias.
 
Segurança em VoIP
 
Recentemente vimos que o VoIP também não está isento de fraudes. Como as prestadoras do serviço e os usuários devem se preparar contra ataques?
 
A conexão VoIP é parecida com a da internet. No entanto, um terminal de voz sobre IP é análogo a um browser, ou seja, ele leva uma informação a um site e este a roteia, muitas vezes, de forma aberta. Neste caminho existem as brechas, ou seja, tem que ter certeza que o sistema está protegido da mesma forma que nos outros programas tradicionais.
 
Você acha que as fraudes nos sistemas VoIP vão aumentar devido ao crescimento da demanda do serviço?
 
Não tenho a menor duvida. O que entendemos é que, por se tratar de uma tecnologia nova e as empresas, de certa forma, não estarem preparadas para fazer as perguntas certas quanto à infraestrutura, haverá sim problemas que só vão ser corrigidos posteriormente.
 
Quais são os maiores alvos dos hackers?
 
O problema passou do ataque por notoriedade, para uma coisa profissional. As instituições financeiras são o maior alvo. Os métodos de ataque mais vistos são e-mails pedindo cadastramento de senhas. Spams também são o grande vetor para esse ataque. Tudo acaba sendo motivo pra ataque, até pedir fundos para grandes eventos, grandes comoções. O limite para essa criatividade não existe.
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