Pesquisas

São Paulo tem um hotspot para cada 11 mil habitantes

Ao todo estão instalados 990 pontos de acesso Wi-Fi, grande parte deles localizados em bares, restaurantes e lanchonetes.

A pesquisa "Mapa Wi-Fi", realizada pela Marco Consultora, apontou que na cidade de São Paulo há 990 pontos de acesso Wi-Fi, o que representa um 1 hotspot para cada 11.038 habitantes. A exemplo da primeira edição da pesquisa, realizada no segundo semestre de 2008, os pontos de acesso continuam se concentrando nos setores alimentícios (restaurantes e cafés) e hoteleiro.
 
 
"Essa concentração se deve à tendência de alimentação fora de casa e sua aglomeração em locais de trabalho, como região da Berrini, Paulista e outros", diz Edson Barbero, gerente de Business Intelligence da Marco Consultora.
 
 
O estudo, realizado em toda a cidade de São Paulo e grande São Paulo, pesquisou os setores de alimento (restaurantes e cafés); turismo (hotéis); educação (faculdades); compras e consumo (shoppings centers); centros desportivos (ginásios e estádios); entretenimento (cinema, teatro); clínicas médicas; e transportes (aeroporto). O setor alimentício possui mais de 65% do total de hotspots, em seguida com 11% está turismo (hotéis), educação com 7% e compras e consumo com 6%.
 
 
Frente ao estudo realizado em 2008, a quantidade de hotspots em São Paulo cresceu 27%. "Esse crescimento tem forte correlação com o intenso aumento da quantidade de laptops vendidos no país nos últimos 12 meses", afirma Barbero. Por outro lado, diz o executivo, o crescente receio de assaltos e violência urbana, em geral, tende a fazer com que as pessoas temam utilizar seus computadores em locais públicos.
 
 
Na América Latina
A Marco Consultora também realizou o mesmo estudo na Cidade do México (México), em Buenos Aires (Argentina) e em Santiago (Chile). Em todas as cidades pesquisadas na América Latina, Buenos Aires é a que possui mais conexões Wi-Fi por habitante. Na capital Argentina há 1.164 hotspots, um ponto para cada 2.620 pessoas. Em seguida vem a Cidade do México, com 2.574 pontos Wi-Fi, o que corresponde um ponto para cada 3.388 habitantes; Santiago com 502 hotspots, um ponto para cada 10.942 pessoas; e São Paulo, com a maior relação habitante/hotspot 11.038/1.
 
 
"A menor presença relativa de hotspots em São Paulo se deve, em parte, ao fato de que temos mais notícias de assaltos a notebooks, fenômeno que amedronta as pessoas a usar bens pessoais em locais abertos como nos pontos hotspots e também ao crescimento do uso da conexão 3G", diz o executivo.
 

Nas cidades pesquisadas, assim como em São Paulo, os pontos Wi-Fi estão em restaurantes e cafés. Em toda a América Latina, 72% dos hotspots se encontram no setor de alimentício. Em Buenos Aires, o segundo setor com maior presença de Wi-Fi é o hoteleiro; na Cidade do México é o de entretenimento; e em Santiago é o de educação e cultura.

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