Francisco Camargo, que lidera uma distribuidora de soluções de cibersegurança, afirma que os CISOs devem utilizar integralmente as ferramentas de segurança disponíveis, muitas delas baseadas em inteligência artificial, que aumentam a capacidade de detecção de invasões. Segundo ele, atualmente, essas ferramentas não são exploradas totalmente.
CONTEÚDO RELACIONADO – Segurança de OT: falhas podem comprometer energia, água e produção de alimentos
Um estudo da Forrester aponta que 21% das violações corporativas nos últimos 12 meses ocorreram em ambientes de trabalho remoto ou doméstico de funcionários, muitas vezes devido à subutilização ou ao uso inadequado de ferramentas de segurança.
Camargo cita o exemplo de uma prefeitura que registrou uma média de 237 mil ataques mensais de diferentes tipos. Ele alerta que os riscos internos, como ações de funcionários ou ex-funcionários, podem causar vazamentos de informações. “Todo mundo quer método agile, rápido e barato. Aí, um ex-funcionário ou um funcionário vende por 15 mil reais uma maneira de entrar no código. A partir daí, você está perdido”, afirma.
O especialista recomenda atenção ao desenvolvimento de sistemas seguros e à implementação de autenticação em duas etapas, destacando que, apesar de tornar o acesso mais lento, a dupla autenticação é essencial para a segurança.
Camargo também aponta que pequenas e médias empresas, por limitações de pessoal e orçamento, tendem a terceirizar a gestão de segurança para Security Operations Centers (SOCs). Ele conclui que a proteção interna deve ser prioridade e que a utilização completa das ferramentas disponíveis é fundamental para reduzir vulnerabilidades.
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X

