Novo software da empresa permite rastreamento das atividades em cada computador.
Um estudo global divulgado pela Symantec nesta terça-feira (13) revelou que 62% das crianças em todo o mundo tiveram uma experiência online negativa. Com isto, a empresa anunciou que o seu serviço de segurança familiar online, intitulado Norton Online Family, será oferecido gratuitamente em todo o mundo e em 25 idiomas.
De acordo com o relatório, as crianças estão sentindo um impacto emocional poderoso nas experiências negativas online. Elas têm maior propensão a sentir raiva (39%), tristeza (36%), medo (34%) e temor/preocupação (34%) como resultado de um incidente dessa natureza. Um quinto das crianças mundialmente se arrepende do que fizeram online. Além disso, as crianças sentem alguma responsabilidade pessoal por essas experiências negativas, especialmente quando baixam um vírus ou caem em um golpe.
“Nós da Norton acreditamos que a segurança e proteção cibernéticas estão intimamente ligadas e os filhos deverão aprender como se proteger online a partir do momento que se conectam pela primeira vez”, afirmou Marian Merritt, conselheira de Segurança na Internet da Norton e Presidente do Conselho Consultivo do Norton Online Family.
Com mais de sete mil adultos e duas mil e oitocentas crianças entrevistadas, a pesquisa foi realizada em 14 países, sendo eles Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Nova Zelândia, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.
O Norton Online Family já está disponível para download no site da empresa e é capaz de rastrear em tempo real as atividades na internet de cada pessoa.
Crianças brasileiras na internet
O representante da Symantec, Bruno Rossi, disse em uma apresentação nesta terça-feira (13) que e todo o mundo existe uma porcentagem significativa de pais que acreditam ser necessário ter controle total e absoluto de todo conteúdo online que seus filhos acessam. Em países como a China, por exemplo, esse número chega em torno de 20%. Já no Brasil, o resultado chega a ser discrepante, pois cinco em cada dez pais acreditam ser essencial manipular todo o acesso das crianças na internet.
No Brasil, cerca de 80% das crianças entre 7 e 18 anos já passaram por uma experiência negativa e isto se deve, principalmente, ao aumento de tempo de acesso que elas utilizam. Atualmente, elas passam 18,4h semanais conectadas à internet, o que representa um aumento de 10% em comparação com 2009. A média mundial é de 11,4h.

