Pesquisas

Symantec divulga o 5º estudo sobre Recuperação de Desastres

Pesquisa realizada em 24 países mostra o perfil das empresas, quanto aos investimentos em planos de RD. Porém, esses mesmos serviços ficarão mais caros até 2010 enquanto os orçamentos mantêm os mesmos níveis, o que significa mais trabalho com renda igual ou reduzida.

A Symantec anunciou os resultados mundiais da sua quinta pesquisa anual sobre Recuperação de Desastres (RD) para Tecnologia da Informação. Os índices apontam como crescentes pressões por iniciativas desse segmento nas organizações, devido aos altos custos relacionados à inatividade e maior rigidez na gestão de TI para minimizar os riscos nas empresas.
 
O estudo também detectou que ao mesmo tempo em que os orçamentos para RD estão mais altos em 2009, eles deverão permanecer inalterados ao longo dos próximos anos – o que exige dos profissionais de TI realizar mais, com os mesmos recursos ou menos.
 
Em destaque, a pesquisa mostra que apesar da expectativa quanto aos Objetivos de Tempo de Recuperação (RTO – Recovery Time Objetives) ter reduzido para 4 horas em 2009, as simulações de recuperação de desastres e soluções de virtualização continuam a representar grandes desafios para as organizações.
 
Já o custo médio para a execução/implementação de planos para a recuperação de desastres para cada incidente, no que resulta em interromper o expediente, é de aproximadamente USD $287.600 dólares. No Brasil e México, o custo médio de cada incidente relacionado à inatividade pode chegar a USD $297.500 dólares. Os maiores custos médios por incidente de inatividade acontecem em instituições de saúde ou financeiras.
 
Outro dado apontado é que o orçamento anual médio para iniciativas de recuperação de desastres, o que inclui backup, recuperação, clustering, arquivamento, servidores de reserva, replicação, fitas de backup, serviços, desenvolvimento de plano de recuperação de desastres e custos fora dos data centers é de USD $50 milhões de dólares. Para os pesquisados, esse número crescerá no decorrer de 2009, porém, mais da metade (52%) acreditam que os orçamentos permanecerão inalterados em 2010. Esse valor torna a gestão do orçamento de TI ainda mais desafiadora, inclusive no que diz respeito a hardware, software e mão-de-obra.
 
Como os orçamentos de RD aumentaram se comparados a 2008, as iniciativas de recuperação de desastres se transformaram em um diferencial competitivo. De acordo com a pesquisa, 67% dos entrevistados relataram que seus comitês para recuperação de desastres atualmente envolvem CIOs, CTOs, ou diretores de TI – é um aumento significativo.
 
Outra razão para o envolvimento de executivos é o aumento dos aplicativos que são vistos como críticos. Segundo a pesquisa, 60% das soluções foram classificadas como sendo críticas pelos participantes e praticamente a mesma porcentagem está coberta por planos para a recuperação de desastres. Qualquer tipo de interrupção na operação desses sistemas terá conseqüências enormes para os negócios.
 
Os participantes relataram que os testes para a RD afetam cada vez mais os clientes e impactam na receita, além do fato de que uma em cada quatro simulações acabam falhando ou não obtêm resultados satisfatórios. Praticamente um terço das organizações não incluem os ambientes virtuais em seus planos para a recuperação de desastres, e uma porcentagem ligeiramente maior de ambientes virtuais não faz backup regularmente. O resultado sinaliza a necessidade de uma maior automação e ferramentas compatíveis com diferentes ambientes.
 
Em 2009, 35% dos participantes relataram que testam seus planos de RD pelo menos uma vez por ano ou com menor freqüência – uma melhoria de 12% em relação ao ano passado. Em média, um entre quatro testes ainda falha, isso demonstra a necessidade por melhorias para a área.
 
As razões que a maioria dos participantes citou como motivo de que as organizações não estejam realizando mais testes de RD são a falta de recursos em relação ao tempo do pessoal de TI (48%), interrupções da atividade dos funcionários (44%), orçamento (44%) e interrupções para os clientes (40%).
 
Já para o índice de virtualização, o resultado mostra que existe muito desafio a ser superado. Os dados mostram que 64% dos entrevistados em nível mundial alegam que esse processo nas empresas faz com que os planos de RD sejam reavaliados, o que representa um aumento de 55% em relação a 2008. Outro resultado é que, apesar de um terço das organizações (27%) não considerar seus ambientes virtuais dentro dos planos de RD, houve uma melhora já que no ano anterior eram 35% o número de corporações que não consideravam esse tipo de ambiente nos planos.
 
Em seu quinto ano, o Relatório da Pesquisa de Recuperação de Desastres da Symantec 2009 é um estudo global anual, com a meta de abordar as tendências de negócios relacionadas ao planejamento e preparação para a recuperação de desastres. Realizado pela empresa de pesquisa de mercado independente Applied Research West durante junho de 2009, o estudo consultou mais de 1650 gerentes de TI de grandes organizações e em 24 países, sendo: Estados Unidos, Canadá, Europa, Oriente Médio, Ásia-Pacífico e América do Sul.
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