Novas tecnologias de comunicação, como o LTE, ajudam a minimizar consequências causadas por desastres naturais, como a falta de suprimentos e de informação.
O estudo “Inovação Tecnológica para a Segurança na América Latina: Situação e Inovação em Políticas Públicas”, desenvolvido pela Universidade de Santiago do Chile, traz uma avaliação da segurança pública na região. A pesquisa aponta que a modernização e o investimento nesse setor trouxeram mudanças positivas, principalmente em tecnologias combinadas com o aumento da participação dos cidadãos na prevenção de crimes e avisos em casos de emergências.
O relatório é dividido em duas partes: a primeira apresenta uma descrição da situação atual da segurança pública na América Latina, enquanto a segunda identifica as práticas inovadoras implementadas na região. Um exemplo é o município de Canoas (RS), onde a instalação de câmeras públicas de monitoramento nas ruas e sensores de detecção de armas reduziram efetivamente os homicídios em 50% durante os últimos anos.
De acordo com Lucía Dammert, professora associada ao departamento de Ciências Humanas da Universidade de Santiago, as novas tecnologias têm sido utilizadas para coordenar esforços de resposta e permitir que pessoas se conectem mais rapidamente. “O estudo descobriu um crescente conhecimento de tecnologia LTE como ferramenta para comunicação de emergências”, afirma.
| Tráfego na nuvem vai quadruplicar até 2019, revela estudo |
Lucía diz que países como o Panamá, Brasil e Chile, já definiram um espectro dedicado para a LTE com o foco na gestão pública de proteção e, inclusive, desastres naturais. “Estamos observando o uso da tecnologia para minimizar as consequências de situações de emergência causadas por desastres naturais, como a falta de suprimentos básicos e ansiedade causada pela desinformação”, diz.
A pesquisa detectou a necessidade de melhoria na coordenação de respostas entre as diferentes organizações de segurança e emergência. Ao mesmo tempo, verificou a necessidade de maiores investimentos em inovações tecnológicas para reforçar a sua utilização na segurança pública, além do constante monitoramento e avaliação da execução e do impacto destas iniciativas.

