Casos de sucesso

Tecnologia muda o futuro do Amazonas

Projeto de Educação a Distância , que tirou o Estado do penúltimo lugar no ranking de qualidade de ensino nacional em um ano e meio, quer agora atingir 20 mil estudantes em 2009.

A Secretaria de Estado da Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (SEDUC-AM) está expandindo seu projeto de Educação a Distância, que teve início em julho de 2007. Intitulado “Ensino Médio Presencial com Mediação Tecnológica”, o projeto, que conta com a Hughes como parceiro tecnológico, contava inicialmente com 203 antenas. Agora serão 406 estações satelitais, que irão aumentar a quantidade de canais nos quais as aulas são transmitidas e que dobrarão a capacidade de banda de Internet de dois para quatro megas. “O projeto é um sucesso. Nós vencemos o desafio de levar conhecimento para um Estado com dimensão de 1,5 milhão de quilômetros quadrados e com falta de professores suficientes. Com isso nos tornamos um dos primeiros Estados a cumprir a Lei de Diretrizes Básicas da Educação”, comemora Eduardo Braga, governador do Amazonas.

As aulas são ministradas diariamente, a partir do Centro de Mídias em Manaus, para mais de 17 mil estudantes. A tecnologia permite que professores e alunos interajam como se ambos estivessem no mesmo espaço físico. “Não é um monólogo, é uma sala de aula virtual”, diz o governador. A aprovação e o retorno positivo da população ao projeto superaram as expectativas da Secretaria, que precisou ampliar o número de comunidades atendidas. “Em cerca de um ano e meio de projeto deixamos o penúltimo lugar no ranking nacional de qualidade de ensino, passando para acima da média do País”, revela Eduardo Braga.

Nesta nova fase, as aulas serão entendidas a mais de 700 comunidades do Amazonas, ultrapassando 20 mil alunos em 2009. Cada uma das salas de aula é equipada com um kit tecnológico composto por antena VSAT bidirecional, roteador-receptor de satélite, cabeamento estruturado (LAN), microcomputador, webcam com microfone embutido, TV LCD 37 polegadas, impressora a laser e nobreak.

Inicialmente bancado pelo governo do Estado, o projeto começou este ano a ter a ajuda do Ministério da Educação para a expansão de sua plataforma. “O Banco Mundial também começou a se interessar e está se movimentando para apoiar o projeto em grande escala”, conta Braga.

Novas oportunidades

Além do ensino médio, o governo do Amazonas agora pensa no emprego da tecnologia para melhorar a vida das comunidades distantes do Estado. “Queremos incluir na grade de cursos a formação de mão-de-obra para as comunidades rurais. Isso porque vemos o projeto como uma ferramenta importante de desenvolvimento sustentado com a natureza. Conhecemos as peculiaridades geográficas de nosso Estado, e acreditamos que é preciso fixar o homem em seu habitat”, afirma Marly Honda, secretaria executiva de Educação do Estado do Amazonas. O governador Eduardo Braga concorda: “fala-se muito em meio ambiente e cobra-se muito como fiscalizar. Se quisermos preservar a Amazônia é preciso investir na qualidade de formação das pessoas que vivem lá. Ferramentas como essa serão fundamentais para que homens e mulheres compreendam melhor o meio ambiente, tirando seu sustento valorizando a floresta em pé. Por isso é preciso que os brasileiros que vivem na Amazônia tenham acesso a inovações. A tecnologia traz a oportunidade de uma vida melhor”.

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