Banda Larga

Telebrás não prestará serviços de banda larga a usuários finais

Dever da estatal é ampliar oferta, diz gerente.

A Telebrás tem o dever de ampliar a oferta de banda larga no País, aumentando a competição através da disponibilização de uma infraestrutura de rede neutra, sem interferência direta no mercado, segundo o gerente de pesquisa e desenvolvimento da Telebrás, Paulo Eduardo Kapp.

“A Telebrás não vai atuar atendendo ao usuário final, apenas se houver falta de provedor ou oferta inadequada de serviço”, disse Kapp, durante apresentação feita nesta terça-feira (31), durante o 12º Workshop da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (WRNP), em Campo Grande.

Segundo Kapp, a Telebrás já tem colaborado na diminuição dos preços e cobertura da banda larga no País. Para ele, a meta começou a ser alcançada no ano passado, quando do anúncio da criação da empresa, que provocou uma redução geral dos preços de conectividade.

“Por que uma mesma empresa pratica preços distintos em cidades diferentes, se a infraestrutura é a mesma? Porque em um ambiente competitivo há concorrência, e onde há concorrência o preço cai e a qualidade sobe”, disse.

Sobre a parceria com a RNP, Kapp disse que a rede Ipê poderá utilizar comprimentos de onda da Telebrás para integrar os campi universitários e as instituições de pesquisa do interior do Brasil. As duas organizações farão a operação conjunta dos pontos de troca de tráfego (PTT) que interconectam as redes latino-americanas. “A Telebrás é obrigada, por decreto, a dar apoio a todas as conexões da RNP”.

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