Operadora tem nova reunião marcada com entidades de defesa do consumidor e o Ministério Público, nesta segunda-feira (07), para definir forma de ressarcimento dos prejuízos causados aos usuários do Speedy e outras pessoas atingidas pelo apagão da banda larga.
Nova rodada de negociação nesta segunda-feira (7), reunirá representantes da Telefonica e das entidades de defesa do consumidor e o Ministério Público, para definir a forma pela qual serão ressarcidos os prejuízos dos usuários do Speedy e de todas as pessoas que sofreram com à interrupção do serviço de acesso à internet, na semana passada.
A empresa assegurou na primeira reunião feita na sexta-feira (4) com os órgãos de defesa do consumidor e o Ministério Público, que irá adotar procedimentos alternativos para a reparação dos prejuízos sofridos com a pane não só pelos clientes como por pessoas físicas atingidas de forma indireta pelo episódio.
Segundo a Pro Teste, para os usuários do Speedy é negociado um abatimento na mensalidade que vá além das horas durante as quais o serviço ficou interrompido. Isto porque, além de não poderem utilizar o serviço, muitas pessoas enfrentaram problemas de difícil comprovação. A proposta apresentada pela Telefônica ficou muito aquém do razoável.
Além disso, está em negociação a criação de um procedimento eficaz, para receber as demandas daqueles que sofreram danos materiais e tenham como comprová-los. A expectativa é que esse ressarcimento possa ser acertado diretamente com a empresa, sem a necessidade de acionar a Justiça.
Outra questão em discussão é o recolhimento de um valor a título de indenização coletiva destinada ao Fundo Estadual de Interesses Difusos. Alternativamente, a empresa se mostrou disposta a fazer investimentos em áreas sociais. Os valores, destinatários e demais detalhes ainda não estão definidos.
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) informa que, caso a Telefônica não concretize as medidas de ressarcimento na proporção dos graves danos sofridos e da essencialidade indiscutível do serviço, recorreremos à Justiça”, afirma Daniela Trettel, supervisora de representação do Idec.

