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Teradata anuncia arquitetura estratégica para análise de Big Data

Companhia explica que empresas precisam entender como atuar.

Após crescer 13% e ter receita superior a US$ 2,6 bilhões em 2012, a Teradata, empresa de wirehousing e análise de big data, anuncia um novo conceito para análise de dados, a partir da arquitetura UDA (arquitetura de dados unificadas), que promete aos usuários extrair valores dos dados, de forma rentável e correta nas organizações, e garantir bons resultados.

Todd Walters, CTO da Teradata, explica que o conceito de Big Data tem sido explorado não apenas pelo mercado brasileiro, mas globalmente, como uma das grandes tendências para os próximos anos, pois a partir da análise companhias podem ampliar as receitas e ofertar serviços diferenciados, segundo o perfil de cada usuário – um modelo de negócios já adotado por players como Google, Facebook e Yahoo. “As pessoas endereçam o Big Data comparando com esses players, e acham que é algo simples de fazer, o que não é verdade”, explica o gestor, e informa que há um erro na percepção do assunto, uma vez que essa análise não requer apenas conhecimentos básicos sobre Ciência da Computação, mas uma visão ampla e analítica dos negócios, para que a solução correta seja usada e gere “bons frutos” para a companhia.

“Nosso papel, nessa visita ao Brasil, é tentar mostrar que o Big Data não é apenas legal, divertido, mas que pode ser usado, independente do tamanho ou tipo do dado, para agregar valor à companhia”, analisa o CTO, e ressalta que a UDA também é estratégica para as empresas que querem saber mais sobre sua base de dados para resolver o problema certo. “A arquitetura foca na conectividade para fazer os dados trabalharem juntos e favorecer a companhia”, comenta.

Diógenes Santo, arquiteto de soluções, afirma que para o mercado corporativo no Brasil, a análise pode ser estratégica não apenas para grandes empresas, mas para as pequenas e médias, quando usada da forma correta. “O Big Data pode ajudar empresas a encontrar o melhor caminho, e esse é o grande desafio, pois ainda é preciso de maturidade para saber o que usar em cada momento”, acrescenta.

Santo também desmistifica o fato de que a tecnologia pode substituir o SQL. “Alguns acadêmicos afirmam isso, mas discordo, pois muitas dessas bases dainda vão resolver problemas de wirehouse e BI, enquanto o Big Data pode ser usado para outros tipos de problemas; por outro lado, muitas empresas ainda têm problemas com o BI tradicional, então, independente do tamanho da empresa, todas podem tomar proveito de algum modo”, explica.

Ainda sobre o mercado brasileiro, Walters acrescenta: “eu vejo que as pessoas no Brasil procuram conhecer mais sobre o assunto e algumas estão se preparando; nós podemos ajudar, com tecnologia e ferramentas”, e afirma que para operadoras, e-commerce e outros segmentos do mercado, a análise de dados é essencial. “Mas é preciso saber onde se deve atuar primeiro, e qual dado é realmente relevante. Depois, optar pela melhor tecnologia. Nós podemos ajudar o setor corporativo na escolha correta, e até levando especialistas dessa área”. Ele acrescenta que profissionais capacitados para essa função são raros no mercado global. “Quando surge um muito bom, o Google o contrata”, brinca o executivo.

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