A empresa que, no Brasil, está entre os maiores provedores de softphones – sistema para ligações VoIP pelo computador – quer levar a oferta também para soluções móveis, a primeira delas o PDA e, na sequência, para celulares. “Até dezembro o produto estará no mercado”, afirma Roberto Miranda, presidente da Tesa, em entrevista exclusiva ao Canal VoIP. Modelo comercial está sendo finalizado.
A Tesa Telecom, empresa especializada no desenvolvimento de softphones – sistemas dedicados a ligações por computador, utilizando a internet – está finalizando uma solução móvel, inicialmente compatível a PDAs. A idéia é que o produto esteja no mercado até dezembro, segundo Roberto Miranda, presidente da Tesa, em entrevista exclusiva ao Canal VoIP. “Estamos refinando o modelo comercial”, declara o executivo.
Focada basicamente soluções de Voz sobre IP, onde softphone é o principal produto, a companhia posiciona os softphones como seu diferencial – plataforma utilizada pela Catho e pelo Terra VoIP, por exemplo.
Neste modelo, o sistema de comunicação softphone assume também o papel de mensageria, pelo qual o usuário corporativo identifica se seus colegas estão on-line, trocar informações e permite até o controle de ligações, com agenda eletrônica integrada.
![]() |
Uma das aplicações desse modelo é o sistema instalado na rede de escolas de idiomas Wizard, que implementou um sistema de TV, cujo conteúdo é o sistema de ensino e todas as áreas de interesse do aluno ou franqueado. Miranda conta que a A STB – Student Travel Bureau, especializada em intercâmbio de estudantes – também possui um comunicador customizado para estudantes que fazem intercâmbio internacional, com uma rádio voltada ao público jovem, com acesso aberto a partir de qualquer lugar do mundo e um botão que faz automaticamente a conversão de moedas.
Tesa faz parceria com provedores de conteúdo para disponibilizar informações adicionais integradas. “Até dezembro, lançaremos este mesmo aplicativo para plataformas móveis. Se o usuário tem um telefone com cesso WAP ou se está em uma rede Wi-Fi, poderá fazer ligações por VoIP como se estivesse utilizando o computador”, afirma o executivo.
Segundo ele, neste primeiro momento, o modelo vincula ainda mais a imagem da Tesa à inovação. Estará dedicado ao público usuário de PDAs, minimizando os custos das ligações de longa distância nacional e internacional. “Para ligações locais não faz sentido por enquanto, e também depende do pacote de dados contratado pelo usuário”, diz Miranda.
A Tesa entrou em operação em janeiro de 2006 e deve fechar este segundo ano de vida com um faturamento de 8 milhões de reais, frente à receita de 3 milhões de reais, apurada no ano passado.


