Especialistas afirmam que testes para verificar as condições de banda larga no país não são detalhados.
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos lançou um programa de teste no site: www.broadband.gov. Nele o usuário pode testar a qualidade de sua conexão ou informar se em na região em que reside ou trabalha o serviço não está disponível.
Contudo, especialistas têm criticado a metodologia usada, pois torna o teste impreciso. Segundo Lauren Weinstein, co-fundadora da organização “Pessoas por Responsabilidade na Internet”, listou uma série de fatores que a comissão não levou em conta. Se o teste é feito em horário de grande tráfego na rede, o resultado tende a ser alterado, por exemplo. Além disso, Lauren critica o fato do teste não fornecer informação sobre a infraestrutura do servidor usado para o teste. "Como todos que fazem testes de velocidade na internet sabem, a localização dos servidores usados afeta significativamente os resultados” explica.
Para a executiva, os testes da FCC é só útil “para categorizar os usuários em classes vagas de serviço de internet”. Para ela, isso pode ser comprovado quando a Comissão conduziu esse mesmo processo para testar sua própria conexão, cujo “resultado mostrou disparidades consistentes de 50 a 85%”, aponta.
Brett Glass, fundador da empresa Lariat Networks, também criticou o teste por ser muito simplista. "Nos caminhos da minha rede, por exemplo, há diferentes tipos de tráfego por diferentes conexões, as quais são otimizadas para um determinado tipo de uso" diz. "Mas o teste não capta isso, ele tenta o acesso aleatório e nos dá resultados genéricos demais".
Já o CEO da companhia InternetPerils, John S. Quarterman, diz que o FCC não precisa de um resultado tão refinado para conseguir uma resposta precisa. “A comissão pode conseguir uma resposta satisfatória se tiver uma amostragem grande de usuários testados” defende.
Além do teste feito pelo usuário, a comissão norte-americana está tentando fechar um contrato com terceiros também para medir a velocidade e performance de um número estatisticamente relevante de redes banda larga nos EUA.
Fonte: Network World

