Empresa que presta consultoria de TI afirma ter crescido 35% neste ano e credita o bom desempenho à necessidade imposta pelo momento atual da economia.
Apesar da recessão financeira que o mundo globalizado vem enfrentando nos últimos meses, a brasileira Stefanini IT Solutions apresentou, em 2008, um crescimento de 35% em seu faturamento em relação ao ano passado. O plano foi manter o ritmo conservador e evitar aquisições previstas para este ano, pois, segundo o presidente da corporação, Marco Stefanini, a instabilidade do dólar significa um risco para a competitividade do mercado.
Apesar da crise e das operações terem sido apenas orgânicas, a receita atingiu os R$ 510 milhões, surpreendendo as expectativas do empresário. “Esse resultado foi positivo à medida que não inclui fusões e aquisições”, diz Stefanini.
Ainda segundo ele, o momento delicado da economia não vai atingir os planos de crescimento, “o fechamento de contratos foi três vezes maior neste último semestre em relação a 2007, o que demonstra que as corporações estão reconhecendo a importância da TI para otimizar os processos e reduzir os custos em momentos de turbulência”.
Empresas como Schincariol, Nokia Siemens, Sodexho, Astra Zeneca, Golden Cross, Magazine Luiza, Cosan, STF, Pirelli fecharam parceria para realização de consultoria em TI. “Muitas empresas têm investido alto em infra-estrutura de tecnologia, principalmente as instituições financeiras”, diz o empresário.
Para 2009, a Stefanini está prevendo faturamento de R$ 800 milhões, cumprindo a meta de crescer cinco vezes em cinco anos e chegar a 2012 com resultado de R$ 2 bilhões.
A estratégia da empresa é internacionalizar, meta que já está sendo alcançada com a atuação em 16 países. “As atuações internacionais representam cerca de 22% das nossas operações”. Operações essas, que são baseadas em serviços de multisourcing, SOA, software com serviço (SaaS), Scrum e BPO.
Cautela
Mais uma estratégia cautelosa da empresa em meio a crise foi adiar a abertura de capital, que não tem mais previsão para ser realizada. “Fizemos uma rápida mudança nos planos de IPO devido à instabilidade do cenário econômico e como não dependíamos desse recurso para os investimentos, os impactos foram minimizados”, finaliza ele.

