Estudo encomendado pela IBM aponta o aumento de investimentos em TI.
A IBM encomendou, com a Economist Intelligence Unit, uma pesquisa sobre falhas em TI e suas consequências na imagem de empresas.
O estudo, realizado com mais de 400 executivos no mundo todo, revela que roubo de dados (61%), falhas de sistemas (44%) e problemas de backup (37%) são as principais ameaças à imagem das marcas.
Gerenciamento de Risco
Cerca de 80% das empresas que se classificaram com excelente reputação disseram possuir capacidade de gerenciamento de risco de TI forte ou muito forte.
Por outro lado, 30% daquelas com reputações descritas como igual ou pior que a dos concorrentes, disseram ter controle sobre as possíveis falhas com tecnologia.
Em caso de roubo de dados/cibercrime, cerca de 80% dos entrevistados que avaliam o gerenciamento de risco em TI de sua companhia como “muito forte”, dizem poder se recuperar em seis meses ou menos.
Ações reativas
Um dos problemas identificados pelo estudo é que muitas empresas adotam uma abordagem reativa ao gerenciamento de risco de TI. Ou seja, normalmente, dedicam recursos a riscos que já causaram falhas graves no passado e prestam menos atenção àquelas emergentes que não acarretaram danos graves à reputação.
“Este é um cenário que precisa ser mudado. Para evitar ocorrência na sua infraestrutura tecnológica é essencial investir no desenvolvimento de estratégias abrangentes de gerenciamento de risco reputacional”, afirma Fábio De Franco, consultor sênior de gerenciamento de Resiliência e Continuidade de Negócios da IBM Brasil.
Tendências como a nuvem, o BYOD e as mídias sociais, tornam o problema mais complexo. As duas últimas em especial, pois estreitam o limite entre pessoal e profissional.
De acordo com Fábio, o controle sobre estas novas tecnologias é menor do que outras ameaças de TI, pois as organizações ainda não tiveram tempo para se adaptar totalmente a elas.
Investimentos
As respostas levantadas mostram que as empresas começarão a prestar mais atenção às relações entre falhas de TI e danos reputacionais, direcionando recursos e concentrando esforços para o seu gerenciamento.
Cerca de dois terços dos pesquisados disseram que se concentrarão mais em gerenciar sua reputação no futuro. Destes, quase a metade (43%) afirmou que este fator será impulsionado pelo crescimento da tecnologia e da mídia social, enquanto apenas 20% citaram experiências adversas anteriores como a principal razão.
Três quartos deles declararam que seu orçamento em TI aumentará nos próximos 12 meses em decorrência das preocupações com reputação e 18% revelaram que o crescimento será de mais de 20%.
Na opinião dos executivos, a tecnologia exerce uma influência forte na satisfação do cliente (46%), na conformidade (41%) e na reputação da marca (40%). Pilares que podem ser abalados por falhas na continuidade de negócios.
“A responsabilidade pela reputação de uma empresa deve ser de toda a liderança, não apenas da área de marketing. Nesse sentido, a tecnologia é cada vez mais uma aliada para proteger a marca e garantir a continuidade dos negócios, em caso de ataque de hackers, quedas nos sistemas ou paradas inesperadas”, explica Fábio.

