A pesquisa ECI 2025 – Desafios da GenIA (inteligência artificial generativa) mostrou que todas as empresas brasileiras entrevistadas têm estratégias para essa tecnologia, mas apenas 42% começaram a implementá-la. O estudo foi feito pela Nutanix com 100 grandes empresas no Brasil (1,5 mil no mundo todo) e trata sobre as expectativas de executivos de TI com a GenAI e os impactos na infraestrutura tecnológica.
CONTEÚDO RELACIONADO: Pesquisa aponta GenAI e apps pessoais como grandes riscos para o setor financeiro
Os dados dos entrevistados brasileiros mostram que a privacidade e segurança do uso de LLMs (grandes modelos de linguagem, em tradução livre) com dados confidenciais da empresa é a principal preocupação de 55% deles. Isso é um dos motivos que tem feito a IA mudar as prioridades das empresas, que agora colocam a segurança na frente. A complexidade e a falta de experiência também é uma dificuldade para avançar projetos de GenAI em um terço dos entrevistados.
Interesse das empresas brasileiras na GenAI é maior que a média mundial
Leandro Lopes, diretor de Engenharia da Nutanix para a América Latina, apontou que 47% das empresas brasileiras entrevistadas entendem que a inteligência artificial generativa é um diferencial de mercado. Esse índice é consideravelmente maior que a média do continente americano (36%) e global (37%).
No entanto, ele ressalta que as empresas brasileiras ainda não entendem muito bem a tecnologia. Segundo a pesquisa, 76% delas esperam o retorno de investimento (RoI) entre um e três anos, mas elas mesmo não sabem como medir o resultado. “É algo muito recente e elas não sabem ainda como comparar a produtividade. Quando você pergunta aos executivos quais as expectativas, eles dizem ‘quero aumentar em 15% a produtividade’, mas não sabem medir isso”, explica.
Lopes ainda diz que pesquisas como essa podem ajudar a Nutanix a entender o mercado e apontar caminhos para onde a companhia deve ir a fim de apoiar seus clientes. Neste momento, a companhia entende que sua plataforma de hiperconvergência pode ajudar empresas a preparar sua infraestrutura para projetos de GenAI.
ECI em quatro pontos
- Falta infraestrutura de TI: Segundo o estudo, 91% dos entrevistados sentem que a infraestrutura atual precisa de melhorias para suportar aplicações de IA em nuvem e contêineres. Além disso, 81% consideram os silos de dados um desafio e a inteligência artificial não pode entrar para ser mais um.
- Papel do gestor de TI na jornada para GenAI: 59% dos gestores se sentem forçados a assumir papéis relacionados à inteligência artificial sem estarem preparados para isso. Outro ponto é que a área de infraestrutura tem ganhado destaque nesse processo porque os gestores enxergam a necessidade de uma plataforma para suportar a GenIA.
- Conteinerização: A pesquisa indica que todas as aplicações estão, pelo menos, em processo de serem conteinerizadas. Na frente dessa fila, estão as aplicações críticas para o negócio (70%), seguida das aplicações de GenAI (68%).
- Desafio é integração de dados: O desafio número um que impede de passar a GenAI do desenvolvimento para a produção é a integração com a infraestrutura de TI existente (70%), seguido do custo de propriedade/visibilidade do ROI (54%) e falta de habilidades (48%)
Participe das comunidades IPNews no Instagram, Facebook, LinkedIn e X (Twitter).

