Expansão é impulsionada pelos planos corporativos.
Os beneficiários de planos de saúde no Brasil totalizaram 47,9 milhões de vínculos em dezembro de 2012. Um crescimento de 2,1%, ou aproximadamente 970 mil novos vínculos, em relação ao mesmo mês de 2011. Apenas no quarto trimestre, pouco mais de 105 mil vínculos foram incorporados à base de beneficiários, alta de 0,2%. Os dados constam da “Nota de Acompanhamento do Caderno de Informações da Saúde Suplementar” (Naciss), produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) com base em dados que acabam de ser atualizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os números foram impulsionados pela contratação de planos coletivos, que aumentou 3,1% em dezembro de 2012 ante o mesmo mês do ano anterior, enquanto o total de planos individuais avançou 1,6%. “Considerando que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2012 apresentou um avanço de aproximadamente 1%, o mercado de planos de saúde obteve um bom desempenho no ano”, avalia Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS.
Na visão do IESS, o menor crescimento do segmento de planos individuais decorre tanto da redução do rendimento médio dos profissionais autônomos, quanto da desaceleração da geração de empregos formais no último trimestre do ano.
Planos odontológicos
No segmento de planos exclusivamente odontológicos (sem a combinação com planos de assistência médica), o Brasil tem registrado crescimento mais intenso, aponta o IESS. Segundo a Naciss, o total de beneficiários de planos odontológicos atingiu, em dezembro de 2012, 18,6 milhões de vínculos, um crescimento de 10% em 12 meses. No período, cerca de 1,7 milhões de beneficiários ingressaram nos planos odontológicos. Considerando os planos combinados com assistência médica, o volume de beneficiários atingiu 22,6 milhões de vínculos.
Na avaliação de Carneiro, o segmento de planos odontológicos tem se mostrado fortemente promissor devido à ainda pequena base de beneficiários no País. “Dos 18,6 milhões de vínculos, cerca de 15,3 milhões advêm de contratos empresariais, ou seja, um benefício oferecido pelas empresas aos funcionários”, observa. “Contudo, tanto os planos coletivos quanto os individuais apresentaram uma evolução bastante satisfatória ao longo de 2012, avançando 10,8% e 9,8%, respectivamente. Isso demonstra que a questão da saúde bucal tem ganhado relevância para a população de forma geral, o que pode indicar um forte crescimento do segmento em 2013.”

