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Trabalhadores acham que trabalhar em coffee shops não é bom

Cafeterias são ótimas para tarefas rápidas e eventuais, mas definitivamente não são bons locais de trabalho para o dia a dia, diz levantamento mundial da Regus.

Trabalhar em cafeterias se tornou uma mania no mundo empresarial. O cenário é mesmo tentador: rede wi-fi gratuita, um ambiente mais descontraído e um delicioso cappuccino sempre à disposição. Mas será que as coffee shops são realmente um bom lugar para os negócios? A Regus fez essa pergunta a 26 mil empresários de todo o mundo para descobrir, e a resposta foi um sonoro não.

Para os brasileiros, a privacidade dos documentos (82%), a segurança dos pertences pessoais (77%) e o barulho dos clientes (64%) são os três maiores motivos para evitar o trabalho em cafeterias.

A conclusão dessa pesquisa coincide com a de um estudo anterior da Regus, segundo o qual 72% dos entrevistados consideram as condições flexíveis de trabalho mais produtivas, mas apenas em ambientes profissionais e com toda a infraestrutura. De fato, é ótimo poder entrar em uma coffee shop a qualquer momento e produzir um pouco, enviar alguns e-mails ou fazer uma reunião rápida. Mas os entrevistados deixaram bem claro que as cafeterias não podem ser a norma – pois não são produtivas, seguras nem profissionais.

“Trabalhar em cafeterias parece ótimo quando essa tendência é divulgada pela mídia, mas não é produtivo nem seguro. Uma pesquisa anterior da Regus já havia mostrado que 64% dos empresários buscam centros de negócios para um ambiente mais profissional e produtivo “, afirma Michael Turner, vice-presidente da Regus para a América Latina.

Além de atrapalhar reuniões e ligações de negócios, o barulho normal de uma cafeteria, por exemplo, pode desconcentrar os profissionais, tornando-os menos produtivos. No Brasil, as pessoas da geração Baby Boom (50%) estão mais propensas a ter dificuldades para se concentrar em uma coffee shop do que as da chamada Geração Y (41%). Outros motivos apontados pelos entrevistados para evitar o trabalho rotineiro nas cafeterias foram: falta de equipamentos como impressoras e scanners e conexão de internet lenta ou intermitente.

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