Economia Digital

Tráfego de LLMs em sites e-commerce cresce 580%, aponta Nuvemshop

Um levantamento inédito da Nuvemshop, plataforma para e-commerce com atuação na América Latina com mais de 180 mil clientes, revela que o tráfego de lojas virtuais vindo de grandes modelos de linguagem (LLMs) saltou de 21,1 mil sessões em janeiro de 2025 para 144,7 mil em janeiro de 2026, um crescimento vertical de 580% em 12 meses.

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Os dados corroboram a tese de “curadoria algorítmica” discutida na NRF 2026, onde a busca preditiva e o comércio conversacional foram apontados como os novos padrões do varejo global. No acumulado do último ano, o ecossistema brasileiro já registra mais de 1,5 milhão de sessões vindas diretamente de recomendações de IAs generativas, com o ChatGPT e o Gemini se consolidando como novas e potentes fontes de tráfego.

A velocidade da curva de adoção, que atingiu o pico de 211 mil sessões em novembro de 2025, sinaliza uma mudança profunda no comportamento do usuário. A inteligência artificial passa a atuar como um intermediário inteligente que qualifica o usuário antes mesmo do clique, reduzindo a fricção e elevando a eficiência do funil de conversão.

Mudança para o GEO

Segundo Thiago Rocha, diretor global de Crescimento da Nuvemshop, já é possível observar a migração da busca transacional por palavras-chave para a busca por intenção conversacional. “Para profissionais de tecnologia e marketing digital, isso exige uma mudança de paradigma: o SEO tradicional agora divide espaço com o GEO (Generative Engine Optimization). O desafio técnico não é apenas indexar links, mas garantir que a estrutura de dados da loja seja legível e prioritária para os modelos de linguagem”, afirma.

Diferente dos motores de busca clássicos, que devolvem listas de URLs, os LLMs entregam recomendações sintetizadas baseadas em contextos complexos. Nesse contexto, a qualidade dos metadados, a performance do site e a consistência técnica dos feeds de catálogo são ativos críticos, garantindo que o modelo consuma informações íntegras e rastreáveis. Marcas que operam com venda direta ao consumidor (D2C – Direct-to-Consumer) levam vantagem nessa transição, pois possuem controle direto sobre as informações proprietárias que alimentam estes motores.

Em 2026, a visibilidade digital das marcas dependerá da sua capacidade de adaptação a esses novos intermediários. “A IA não substitui a busca, ela cria uma nova camada de conveniência técnica. Quem dominar a presença nesses modelos agora terá uma vantagem competitiva crucial no custo de aquisição nos próximos anos”, conclui.

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