Pesquisas

Tráfego IP mundial irá triplicar até 2019, apura Cisco

No Brasil, número deverá duplicar no período; País representará 34% do tráfego em toda a América Latina.

Estudo da Cisco divulgado hoje, intitulado Cisco Visual Networking Index (VNI), revela que o tráfego anual do protocolo de Internet (IP) vai triplicar entre 2014 e 2019, chegando ao recorde de 2 zettabytes (equivalente a 1 trilhão de gigabytes). Entre os fatores que deverão impulsionar o crescimento do tráfego de dados no mundo estão o aumento dos usuários de Internet, dos dispositivos móveis pessoas e de conexões máquinas-a-máquinas (M2M).

No Brasil, o tráfego IP deverá duplicar no período previsto, crescendo a uma taxa de 19% e atingindo 53 exabytes (EB) por ano. O Brasil conta com o maior volume de tráfego IP na América Latina, com uma média de 1.9 EB por mês em 2014. Esse volume crescerá para 4.4 EB por mês em 2019, representando 34% de toda a América Latina.

Para Hugo Baeta Santos, diretor de Vendas da Cisco para a América Latina, as redes brasileiras não estão preparadas para o volume de tráfego daqui a cinco anos, mas ele vê que os investimentos feitos pelas operadoras acompanham o crescimento. “Vemos que a infraestrutura está sendo capacitada com tecnologias que tendem ao crescimento. O planejamento das operadoras já visa tecnologias que podem dar esse salto sem precisar fazer uma troca massiva de infraestrutura”, explica.

O Brasil contará com os mesmo fatores que impulsionarão o aumento do tráfego no mundo. O aumento de usuários de internet, que estava em 88 milhões ano passado, deverá crescer para 134 milhões em 2019, abrangendo 64% da população, segundo o estudo.  A velocidade média da banda larga também deverá crescer, de 8.3 mbps em 2014, para 19 mbps em 2019.

Os serviços de vídeo IP serão os principais responsáveis pelo tráfego de dados no mundo, respondendo por 80% em 2019, ante 67% verificados em 2014. Em relação ao Brasil, o volume de dados gerados pelos vídeos representou 68% do tráfego ano passado, enquanto em 2019 deverá atingir 84%.

Os dispositivos conectados à internet, termo que engloba tablets, smartphones, TVs com acesso à internet e conexões M2M, entre outros, atualmente em 429 milhões no país, deverão subir para 785 milhões de equipamentos, uma média de 3.7 dispositivos por pessoa, número acima do resto do mundo, que será de 3.2 por pessoa (lembrando que nem todos os dispositivos conectados são utilizados por pessoas, pois vários equipamentos conversam entre si mesmo).

De acordo com o estudo, os provedores de serviços devem adaptar-se ao fluxo de dispositivos sofisticados em rede. Esses equipamentos e conexões avançadas deverão ser autenticados para terem acesso a redes fixas e móveis, exigindo inteligência avançada, gerenciamento e segurança.

Neste caso, o relatório diz que uma estratégia IPv6 abrangente será fundamental para que as operadoras acomodem o volume e a complexidade das conexões e dos dispositivos de última geração. Globalmente, 41% de todos os equipamentos e conexões de rede fixa e móvel serão compatíveis com IPv6 até 2019, acima dos 22% registrados em 2014.

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