A companhia afirma que a solução PHS, incorporada a partir de um acordo com a China Telecom, é uma opção que barateia os custos e agrega mobilidade. Testes do serviço começam agora em agosto, com previsão de oferta comercial em 2008.
A Transit foi buscar na Ásia a solução que ela garante ser inovadora para o mercado de telecomunicação no Brasil. Um acordo fechado com a China Telecom, em junho, permitirá a criação de uma consultoria local na área de PHS (Personal Handyphone System) e, assim, oferecer serviços de telefonia fixa com a comodidade de um celular.
“A qualidade é superior à tecnologia wirelles, contudo, com baixa frequência, de 1900 a 1940 megahertz. Ideal para ser usado em aeroportos, hospitais e postos de petróleos, pois o uso do aparelho não interfere no ambiente”, afirma Lucia Helena Machado Makhlouf, vice-presidente Institucional da Transit.
A mobilidade do aparelho é restrita, até 100 metros e não funciona em roaming, ou seja, não concorre com as operadoras de celular. “O nosso foco está no mercado corporativo e residencial, pois com o aparelho é possível se deslocar em lugares que o telefone TDM não permite”, diz Lucia. A executiva completa que o PHS funcionará, para os clientes corporativos como um ramal móvel. “O usuário carregará consigo o seu ramal”.
Os primeiros pilotos começarão em agosto, mas a companhia não revela a base de clientes, nem o quanto pretende faturar nesse mercado. A porta-voz da Transit se limita apenas a garantir que também não concorrerá com os serviços VoiP.
“O VoIP continua crescente em nossa companhia, e por ser um conceito mais amplo, tem mais a ver com convergência. O PHS é para intra-rede, uma opção que barateia os custos, agrega mobilidade e traz uma tecnologia nova”, analisa.
A oferta comercial do produto está prevista para para o início do próximo ano. A maneira como será cobrada ainda não foi definida pela empresa. A segunda etapa do projeto será agregar ao aparelho um modem para que o usuário também tenha acesso à internet.

