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Três novos projetos de startups serão incubados na Universidade Metodista

Empreendimento oferecerá espaço de coworking, auxílio tecnológico, gerencial e mercadológico.

Um robô smarthome para auxiliar em atividades domésticas, um aplicativo para localização da infraestrutura de energia elétrica no Brasil e um suplemento vitamínico para pets são três projetos que dão o ponta pé inicial na Mondó, incubadora de empresas inaugurada pela Universidade Metodista de São Paulo. O empreendimento vai oferecer espaço de coworking, auxílio tecnológico, gerencial e mercadológico para que startups criem modelos de negócio, estruturem-se e tenham acesso a técnicas, conhecimento e orientação.

O espaço pode abrigar até 20 empresas e já tem parcerias com Ciesp (Centro das Indústrias de São Paulo), Itescs (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul) e IBM por meio do programa IBM Global Entrepreneur. “Mais do que espaço físico, vamos oferecer nossa expertise acadêmica, tecnologias e programas de desenvolvimento de empresas”, anunciou um dos coordenadores da Mondó, professor Antero dos Santos Matias.

A incubadora está aberta a projetos e empreendimentos de empresas de todos os portes e ramos de atuação, sejam ideias inovadoras de cunho tecnológico ou de setores tradicionais. Os químicos Valéria Spessotto, Luis Carlos Rocha e Daniel Sanches criaram a Vittapets para desenvolver suplemento de vitaminas para animais domésticos na forma de goma mastigável com sabor. “A absorção pelo organismo é maior e evita o incômodo de empurrar comprimidos pela garganta”, explica Valéria.

Já o aluno de Matemática da Metodista Leonardo Augusto Maldonado desenvolveu o aplicativo “Localize a LT”, ou seja, Linha de Transmissão, voltado a mapear toda a rede de eletricidade no Brasil, desde onde estão as usinas e subestações até linhas de transmissão, algo hoje disperso por sites de inúmeras companhias. “Vai ser muito útil para quem quer montar uma empresa em determinado território ou construir um condomínio residencial”, aponta.

Outro estudante da Metodista, Gustavo Galbiatti, de Engenharia, projetou um smarthome, que busca reforçar mecanismos de uma “casa inteligente”. Por exemplo, identificar o consumo de alimentos ou de energia por morador, por meio de código de identificação.

Fases de incubação

“Estamos abertos a estudantes que muitas vezes desenvolvem um projeto ou TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) interessante e não têm onde aplicar comercialmente”, afirma professor Antero, ao mostrar a importância das incubadoras e aceleradoras de projetos. Segundo a Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), há hoje 369 incubadoras no Brasil ligadas a empresas privadas, poderes públicos e universidades. “Cada incubadora gera pelo menos nove empregos, impactando positivamente a economia local, outras empresas e os próprios startupeiros”, apontou o professor.

 

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